Ambiente

UE quer tornar economia amiga do ambiente até 2020

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A Comissão Europeia apresentou esta semana o calendário para uma Europa eficiente até 2050. O documento descreve as principais ações que o organismo pretende por em prática de forma a por a União Europeia no caminho de uma economia assente na sustentabilidade e no menor desperdício de recursos naturais.

O comunicado destina-se aos países integrantes da UE e propõe que, até 2013, se juntem esforços para diminuir o uso de recursos, numa transição para uma economia verde. O documento divulgado começa por alertar que “a era dos recursos abundantes e baratos acabou”.

Os países devem unir esforços para fazer um uso cada vez mais eficiente dos recursos disponíveis, para permitir a sua durabilidade para as gerações futuras. “Promover um uso eficiente dos recursos faz muito sentido no mundo dos negócios e deve ajudar a melhorar a sua competitividade e rentabilidade”, lê-se no documento.

Esta ação faz parte integrante da agenda da União Europeia para a competitividade global e enquadra-se na Estratégia Europa 2020, cujo tema é “Europa de Recursos Eficientes”.

Economia e bem-estar

Para atingir os objetivos é necessário criar políticas que “reconheçam a interdependência entre a economia, o bem-estar e o capital natural e procurem remover barreiras de forma a promover a eficiência dos recursos, enquanto promove, também, uma base coerente e flexível para os negócios de desenrolarem”.

O comunicado da Comissão Europeia enquadra o século XX como o período em que o uso de combustíveis fósseis aumentou exponencialmente. Atualmente cada pessoa consome 16 toneladas de recursos, sendo que cerca de seis toneladas são desperdiçadas e acabam em aterros.

Estima-se que em 2050, 60% dos maiores ecossistemas mundiais que produzem estes recursos vão estar degradados. “Se continuarmos a fazer um uso dos recursos igual, em 2050 vamos precisar do equivalente a mais de dois planetas”.

Este calendário apresentado ontem “identifica os setores económicos que consomem mais recursos e sugere ferramentas e indicadores que ajudem a orientar as ações às escalas europeia e internacional”.

Para isso prevê incentivos aos investidores que promovam a inovação ecológica e o maior respeito pelo ambiente. Além disso, “as entidades governamentais são convidadas a transferir parte da carga fiscal do trabalho para a poluição e para os recursos”.

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