Ciência

Sondas sugerem que Lua se formou a partir da Terra

Numa missão que nunca antes tinha sido feita, as sondas Ebb e Flow mostraram o interior da Lua, permitindo ver as características da crosta interior da Lua desvendando as fases mais antigas da formação deste satélite natural.
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Graças ao trabalho das suas sondas lunares gémeas, a NASA conseguiu criar o mapa de gravidade mais detalhado de sempre de um corpo celeste, neste caso a Lua. Uma das hipóteses que os novos dados parecem confirmar, é de que a Lua foi formada por detritos da Terra.

O novo mapa, elaborado pela equipa do laboratório Gravity Recovery and Interior Laboratory (GRAIL), permite aos cientistas perceber, com mais detalhe, como funciona o interior da Lua e de que será composto. Os dados das duas sondas vão também permitir compreender melhor como se formou a Terra e outros planetas do Sistema Solar.

O mapa da gravidade revela uma superfície com estruturas e profundas fendas tectónicas, formas vulcânicas e muitas crateras. Uma das informações descobertas, é que a Lua tem uma crosta mais fina do que se pensava. “Descobrimos que a espessura média da crosta da Lua terá entre 34 quilómetros e 43 quilómetros, o que significa que é cerca de 10 quilómetros a 20 quilómetros mais fina do que se pensava”, diz Mark Wieczorek, pesquisador da missão.

Ou seja, os investigadores defendem que, “com esta espessura, a composição da massa da Lua é similar à da Terra – o que coincide com a teoria de que terá sido formada por materiais expelidos pela Terra durante uma grande explosão que marcou o início do Sistema Solar.”

Registo dos impactos dos meteoritos

Segundo Maria Zuber, chefe da missão e investigadora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o campo de gravidade da Lua permitiu que ficassem registados na superfície lunar os impactos dos meteoritos – que estão agora a ser estudados – como “fraturas” que se estendem da crosta lunar até, possivelmente, ao manto.

Os investigadores usaram diferentes cores e gradientes para assinalar os altos e os baixos-relevos da Lua. As diferentes cores permitiram assinalar a presença de diques ou de “longos corpos verticais e profundos de magma solidificado” que, segundo Jeff Andrews-Hanna, um cientista convidado do GRAIL, deverão tratar-se de alguns dos elementos mais antigos da Lua, pelo que vão ajudar a compreender a sua história e formação.

Os resultados publicados em três estudos diferentes na revista Science apenas analisam os dados preliminares da missão das sondas gémeas que vão permanecer na órbita da Lua  até dia 17 de Dezembro, em rotas orbitais cada vez mais baixas.

Clique AQUI para aceder ao site da missão GRAIL e AQUI para visualizar a galeria de imagens

[Notícia sugerida por Patrícia Guedes]

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