Sociedade

Portugueses levam luz a 8 mil pessoas na Guiné-Bissau

Há um projeto português de energias renováveis que vai levar eletricidade a cerca de oito mil pessoas na vila de Bambadinca, na Guiné-Bissau, onde, até agora, apenas 60 famílias têm acesso a energia elétrica.
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Há um projeto português de energias renováveis que vai levar eletricidade à vila de Bambadinca, na Guiné-Bissau, onde, até agora, apenas 60 famílias têm acesso a energia elétrica. O objetivo é fornecer luz aos cerca de oito mil habitantes daquela vila.

por Andreia Duarte
 

Bambadinca Sta Claro (que, em português, significa “Bambadica está iluminada”) é o nome do projeto que vai iluminar a vila onde existe apenas um pequeno gerador com capacidade para abastecer cerca de 60 casas.

Uma energia que sai cara já que, por lâmpada instalada, os utilizadores pagam nove euros por mês para terem cinco horas de energia diárias, conta David Afonso, psicólogo e coordenador local deste projeto da TESE, ao Boas Notícias.
 

Para pôr fim a esta carência, os portugueses do programa Engenheiros Sem Fronteiras (ESF), da Associação Tese, que trabalham na Guiné-Bissau desde 2009 com projetos de abastecimento de água e energia, começaram a discutir com a Associação Comunitária de Desenvolvimento de Bambadinca (ACDB) soluções para a eletrificação da vila.
 
David Afonso explica que “o Programa Comunitário para Acesso a Energias Renováveis, Bambadinca Sta Claro, nasceu da vontade de tornar a energia acessível a grande parte da população” e que teve “uma oportunidade de financiamento da União Europeia e Cooperação Portuguesa”.

Central fotovoltaica com 1.248 painéis
 

A pensar nas quase 800 famílias de Bambadinca, os engenheiros portugueses estão a desenvolver, com a ajuda da população local, uma central fotovoltaica, com 1.248 painéis e mais de 216 baterias, preparada para um consumo de 1.175 kWh/dia, que deverá estar pronta já em 2014, como adiantou o coordenador do projeto.

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Com atividades a decorrer entre 2011 e 2015, prevê-se que, num futuro próximo, pelo menos 550 famílias já usufruam da rede. Sendo que, a longo prazo, o objetivo é chegar aos oito mil habitantes da vila.
 
De forma a cobrir os custos de funcionamento do serviço, vai ser definida uma tarifa energética, acessível a toda a população, “nomeadamente os que têm menos recursos”, garantiu David. Uma das alternativas possíveis, para as famílias com menos rendimentos, é criar um “sistema pré-pago em que o cliente compra energia quando pode e à medida das suas possibilidades”.

Projeto pode ser alargado a outras regiões
 

Este psicólogo de 34 anos refere que, se esta experiência piloto tiver bons resultados, “poderá ser alargada a outras zonas da Guiné-Bissau, um país em que mais de 90 por cento da população não tem acesso a energia”.
 
O Bombadinca Sta Claro resulta de uma cooperação entre várias associações, como ACDB, a TESE – Engenheiros Sem Fronteiras, a Direção Geral de Energia (DGE) da Guiné-Bissau, a Guineense DIVUTEC e a Universidade de Lisboa, financiado pela União Europeia e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
 
Como diz o professor guineense Zacarias Joaquim, no vídeo do projeto, além de beneficiar as famílias e o comércio, com o Bambadinca Sta Claro as escolas podem passar a funcionar também durante o período noturno, aumentando o número de pessoas a estudar na vila.
 
Pode consultar mais informações sobre o projeto AQUI.

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