Saúde

Portugueses colaboram em vacina contra todas as gripes

O Instituto de Biologia Experimental Tecnológica está, atualmente, integrado num projeto europeu, financiado pela Comissão Europeia, que se destina a encontrar uma vacina que proteja contra as várias estirpes de gripe.
Versão para impressão
O Instituto de Biologia Experimental Tecnológica, em Oeiras, está, atualmente, integrado num projeto europeu, financiado pela Comissão Europeia e avaliado em sete milhões de euros, que se destina a encontrar uma vacina que proteja contra as várias estirpes de gripe, evitando as vacinações anuais. 
 
Em declarações à Lusa durante as comemorações dos 25 anos da instituição, que contou com a presença dos ministros da Saúde e da Educação, a presidente da Comissão Executiva do IBET, Paula Alves, explicou que “o que se pretende é desenvolver uma vacina que consiga proteger contra várias estirpes, tentando, no futuro, evitar a necessidade de todos os anos termos de vacinar-nos contra a gripe sazonal”. 
 
De acordo com a responsável, o objetivo “é obter um processo escalonável com um custo que permita levar a vacina, se funcionar, aos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento”.
 
No âmbito do projeto, o IBET vai ter a seu cargo o trabalho sobre o processo de produção desta vacina, com mais de 30 variantes mono, tri e pentavalentes, e, posteriormente, irá dimensionar, otimizar e validar a vacina à escala piloto, projetando o processo de fabrico em grande escala. 
 
A investigação iniciou-se, oficialmente, em Novembro do ano passado, e os ensaios arrancaram em Janeiro, nos laboratórios do IBET, que tem estado em contacto com cientistas de Inglaterra, França e Itália. 
 
“O projeto foi desenhado para cinco anos, com várias linhas de intervenção paralelas, e queremos começar, assim que possível, testes em animais, passando depois para ensaios clínicos em humanos”, informou Paula Alves. 
 
Segundo a especialista, os surtos de gripe que, anualmente, afetam as populações de vários países, “não matam muito”, mas têm um elevado impacto socioeconómico, já que obrigam a idas ao hospital e que, consoante a estirpe, podem ter consequências complicadas. 
 
Esta é, portanto, “uma doença que continua a ter um grande impacto nos custos da saúde, mesmo nos países desenvolvidos”. “Se conseguíssemos desenvolver uma vacina que não obrigasse a esta vacinação anual e reduzisse o impacto que a doença tem para as estruturas de saúde pública era bom”, concluiu a investigadora portuguesa. 
 
Com uma taxa de incidência anual de cinco a 10% entre adultos e de 20 a 30% entre as crianças, a gripe sazonal é responsável por cerca de cinco milhões de doentes graves e por 250 mil a 500 mil óbitos em todo o mundo, segundo dados citados pelo IBET, que se dedica à investigação nas áreas da biotecnologia e ciências da vida, em parcerias com universidades e indústria, nas áreas da saúde, agroalimentar e ambiente.

Comentários

comentários

Etiquetas

PUB

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close