Ambiente

Peixes repovoam rio Alcabrichel

A ministra do Ambiente Dulce Pássaro esteve presente na ação de repovoamento no rio Alcabrichel, no Ramalhal, em Torres Vedras, com 400 ruivacos, também conhecido como Boga do Oeste, uma espécie ameaçada na região e que esteve a ser reproduzida em vi
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A ministra do Ambiente Dulce Pássaro esteve presente na ação de repovoamento no rio Alcabrichel, no Ramalhal, em Torres Vedras, com 400 ruivacos, também conhecido como Boga do Oeste, uma espécie ameaçada na região e que esteve a ser reproduzida em viveiros para voltar a repovoar o rio.

Os riscos de extinção que afetam espécies como a do ruivaco devem-se, segundo a ministra, ao modelo de desenvolvimento nacional “desajustado”, que levou a que a espécie “ficasse em estado crítico”.

A reprodução em cativeiro deste peixe e a limpeza das margens do rio foram os primeiros passos do projeto que começou há dois anos e contou com a intervenção da associação ambientalista Quercus, de privados e do Centro de Biociências do Instituto de Psicologia Aplicada (ISPA).

Neste âmbito, as margens do rio foram limpas e consolidadas. As canas foram substituídas por árvores características destas zonas ribeirinhas, como é o caso dos choupos, para permitir a circulação e uma maior oxigenação da água, combatendo assim a elevada mortandade dos peixes, causada não só pela poluição como também pela falta de limpeza.

A Boga do Oeste esteve nos últimos dois anos a ser reproduzida na Estação Aquícola de Campelo (Figueiró dos Vinhos) do Centro de Biociências, tendo sido reproduzidos na ordem dos 200 a 600 dos 87 exemplares inicialmente recolhidos.

A Boga do Oeste, que habita há cinco milhões de anos o rio Alcabrichel – um dos três rios portugueses onde a espécie está confinada – começou a desaparecer devido a problemas de poluição das águas, causada pela descarga de águas residuais sem tratamento. Além disso, o escasso caudal de água nestes rios, durante o Verão, cria problemas de sobrevivência para os próprios peixes.

Após este primeiro repovoamento, o projeto vai continuar com ações regulares de monitorização das águas para aferir o grau de reprodução ou de mortandade dos peixes, em função das condições naturais existentes.

[Notícia atualizada às 13h12]

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