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Oficina da Psicologia: “Tive que!…”

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Não consigo deixar de ficar intrigada com a frequência desta expressão curiosa: “Tive que…”. Surge nos mais diversos contextos, sempre como uma forma evidente de explicar algo que se fez. “O meu filho amuou e eu tive que me zangar”. “Fiquei desconfiada e tive que ir ver o email dele”. “Tive que ficar a trabalhar até de madrugada”. “Tive que dizer que sim”…

[Por Madalena Lobo, Psicóloga Clínica]

Image and video hosting by TinyPicDe facto, quando avaliamos com algum detalhe, esta expressão apenas se refere a um comportamento do qual nos estamos a desresponsabilizar, o que é algo preocupante porque responsabilidade e liberdade individual andam de mãos dadas.

Se eu assumo que faço o que faço porque assim tem de ser, porque é o que sempre fiz em idênticas circunstâncias, porque entendo que existe um acordo social nesse sentido, ou assim comandam as regras que aprendi e que não questiono, estou a abrir mão do livre exercício da liberdade de escolha e decisão. Não será por acaso, seguramente, que atrás de uma explicação “tive que” vem habitualmente algo de que a pessoa não se orgulha ou a deixa desconfortável ou mesmo infeliz.
 
Na maioria dos casos, quando existe contexto ou tempo para explorar um pouco o tema específico, verifica-se que a pessoa não se lembrou que 

poderia parar para considerar opções e as suas consequências. Mesmo nos casos em que isso acontece, a rotina dominou e o receio da incerteza de uma conduta diferente da que lhe é habitual ganhou o jogo.

E isto é verdadeiramente triste – impede o crescimento pessoal, vai retirando capital de auto-confiança, erodindo a auto-estima e amolecendo a criatividade que nos é necessária para desenhar caminho

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s de pleno usufruto da vida. Talvez mesmo que o mais triste resulte do facto de ser algo que nós fazemos a nós próprios, sem sequer termos o consolo de poder repartir culpas.
 
Deixo-lhe uma sugestão: ao longo dos próximos dias, escute o seu discurso atentamente e repare nas vezes que diz (ou pensa): “Tive que…”. Quando reparar nisso, substitua por “Eu decidi…”.

Depois, assim que tiver um minuto em que possa reflectir, reveja essa decisão: que alternativas existiam mesmo? Quais as suas vantagens e desvantagens de curto e longo prazo, para si e para os que o rodeiam? O que o levou realmente a tomar a decisão que tomou? Até que ponto está satisfeito com essa decisão? E, a pergunta a que queremos chegar: No futuro, em idênticas circunstâncias, irá repetir o padrão de comportamento que teve desta vez ou exercer uma escolha determinada e consciente e fazer diferente?Image and video hosting by TinyPic).

[Madalena Lobo é Diretora Geral da Oficina de Psicologia. Para saber mais sobre este projeto visite www.oficinadepsicologia.com ou http://www.facebook.com/oficinadepsicologia]

 

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