Mundo

Mulher israelita desafia ultraortodoxos

NULL
Versão para impressão

Uma jovem engenheira israelita desafiou, a semana passada, a autoridade dos judeus ortodoxos ao recusar sentar-se nas traseiras do autocarro onde seguia. A história de Tanya Rosenblit, 28 anos, está a propagar-se nas redes sociais e a tornar-se um símbolo da luta contra a segregação das mulheres.

Na passada sexta-feira, a engenheira Tanya Rosenblit, de 28 anos, apanhou um autocarro na sua cidade, Ashdod (sul de Israel), com destino a Jerusalém. Conhecendo a rota da camioneta, que passava por bairros ortodoxos, a jovem teve o cuidado de usar roupas discretas, para não irritar os outros passageiros, conta a BBC.

No entanto, pouco depois de entrar foi insultada por vários homens ultraortodoxos que queriam obrigá-la a sentar-se nas traseiras do autocarro. Tanya recusou afirmando que todos os cidadãos têm direitos iguais.

Em Israel, existem cerca de 70 linhas de autocarro, utilizadas sobretudo por ultraortodoxos, onde se instituiu a separação entre homens, que ficam na parte da frente, e mulheres, que ficam na parte de trás do veículo. Apesar dos protestos de grupos feministas e de grupos de direitos humanos, o fenómeno tornou-se comum.

Intervenção policial

A resistência de Tanya enfureceu os homens que impediram o autocarro de prosseguir. Só após a intervenção das autoridades é que o autocarro seguiu caminho, embora muitos dos ortodoxos tenham abandonado o veículo por se recusarem a seguir viagem sentados atrás de uma mulher.

Várias fotos do incidente foram divulgadas pela engenheira no Facebook e também na imprensa pelo que Tanya tornou-se uma heroína em termos de desafio ao abuso de poder dos judeus ultraortodoxos.

Alguns jornalistas internacionais compararam mesmo Tanya à ativista americana Rosa Parks que, em 1955, recusou ceder o seu lugar no autocarro a um branco: um momento que se tornou símbolo da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

A história de Tanya acontece ao mesmo tempo que cresce a polémica, em Israel, perante a exclusão das mulheres de espaços públicos, imposta por ultraortodoxos.

Uma situação que já mereceu um comentário do primeiro-ministro. “O espaço público deve permanecer aberto e seguro para todos os cidadãos”, sublinhou Benjamin Netanyahu no parlamento, segundo a BBC.

Comentários

comentários

Pub

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close