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Mel Jewel: a tradição artesanal das joalheiras com o sangue novo do design português

O luxo das linhas simples
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por Isabel Pereira

A designer de comunicação Marta Cabido Sá e a designer de joalharia Luísa Pedroso conheceram-se em 2013, quando trabalharam juntas numa cadeia de lojas multimarca: a Marta trabalhava a identidade e a comunicação, a Luísa desenhava as suas criações para várias marcas distintas. Pouco depois começa a ganhar forma o desejo comum de “criar uma marca que juntasse as visões das duas profissionais”.

Após algum tempo a maturar a ideia, nasce, em setembro de 2016, a Mel Jewel. O primeiro grande desafio foi escolher este nome para a marca. Tinha que ser um nome português, uma vez que a marca é portuguesa, mas também teria que ser fácil de pronunciar em qualquer língua. Desenharam a palavra “Jewel” vezes sem conta e perceberam que se fizessem espelho nas últimas três letras teriam a palavra “Mel”. Se restavam dúvidas, foram de imediato postas de parte quando se aperceberam de que representava também os seus nomes: Marta E Luísa.

“Criada por mulheres, para mulheres, a Mel alia a tradição artesanal das mais antigas oficinas joalheiras do país ao sangue novo do design português”. As duas empreendedoras procuraram desenhar “uma marca feminina e atual, com joias para usar no dia-a-dia, que se adaptam ao corpo e a cada situação” e pretendem que seja “uma marca sem barreiras geográficas, capaz de chegar aos quatro cantos do mundo”.

De facto, as joias Mel Jewel têm vindo a afirmar-se no mercado mundial, indo de encontro aos objetivos das suas criadoras. Com apenas um mês, a marca já exportava para os Estados Unidos, para uma loja que a representa em Houston. Atualmente, para além de uma forte presença no mercado nacional, chega também a países como Inglaterra, Suíça, Irlanda, Coreia do Sul e Vietname.

Em países tão diferentes, as peças encontram sempre o seu público-alvo em “mulheres que gostam de detalhes que fazem a diferença”. “Cada peça tem um detalhe especial, que não é apresentado de forma declarada e, por isso, são peças desenhadas para quem gosta de se diferenciar com pormenores únicos”, descrevem Marta e Luísa.

Joias eternas à conquista dos mercados internacionais

As joias da marca têm alguns traços distintivos: transformam-se para se adaptarem a cada ocasião. “Se virmos o caso de brincos grandes, por exemplo, são sempre trabalhadas as espessuras e a forma que os constituem, para que sejam leves e desta forma a mulher possa ter um look bold sem qualquer incómodo ao longo do dia”, explica Luísa Pedroso. Outra característica das peças Mel Jewel é o facto de serem propícias a diferentes interpretações, originando looks personalizados. “Veja-se o exemplo de anéis que podem ser usados de formas diferentes, com a abertura para cima ou para baixo parecendo anéis distintos, ou de brincos que «abraçam» a orelha, e que, dependendo do formato da orelha de cada uma, adquirem expressões totalmente diferenciadas”.

O respeito pela pureza dos materiais é mais uma premissa que marca a diferença. Na Mel Jewel não são dados banhos de cor às peças, “a prata é sempre utilizada na sua cor original, e tudo o que for dourado é efetivamente ouro, de 19,2kt, o tradicional ouro português e o melhor produzido no mundo”. Desta forma, as joias têm uma qualidade tal que “são eternas”, garantem.

O portefólio da marca conta já com 11 coleções – Anna, Ella, Grace, Harper, Jane, Louise, Olivia, Margaret, Raquel Prates, Marry Me (coleção de anéis de noivado) e Cool Gang (coleção de colares). Cada uma tem a sua linguagem distinta e “todas têm algo de especial”. Entre as mais marcantes, destaque para a Margaret Collection, lançada no primeiro aniversário da Mel Jewel e para a última coleção, lançada em parceria com a Raquel Prates.

A primeira inspira-se nas mulheres e na estética dos anos 20, para reforçar o poder feminino. “Foram reinterpretadas as formas das pedras preciosas e transpostas em desenho para a prata, aliando a rigidez destes desenhos ao movimento das franjas, feitas em malha de prata”, descreve a designer de joalharia. A segunda parte das características da própria Raquel Prates, e é composta fundamentalmente por peças adaptáveis: brincos e anéis que são mais do que à primeira vista aparentam. “Desde brincos que percorrem totalmente a orelha, a outros que simulam segundos furos inexistentes, sem esquecer os anéis que passam por múltiplos dedos, construindo sempre uma imagem diferente consoante quem os usa”.

Para o futuro, a curto/médio prazo a Mel Jewel quer reforçar a sua representatividade no mercado online, e a longo prazo, “os objetivos da marca passam por ter uma presença mais firme em mercados internacionais, chegando aos cinco continentes”, salienta Marta Cabido Sá.

Para já, para além da loja online, quem se encontra em Portugal, pode procurar estas joias na Loja de Serralves e na Minty Square, no Porto; na 39A Concept Store e na Hay Carmo, em Lisboa; e na Cais à Porta, em Aveiro.

Mais informações em https://www.meljewel.com/

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