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Homem prova inocência ao fim de 30 anos de prisão

Ao fim de 30 anos sob pena de morte, um homem foi libertado inocente. Após receber novas informações o tribunal de Louisianna, nos EUA, absolveu Glenn Ford que estava condenado à pena capital desde 1984 por homicídio. Hoje com 64 anos, o norte-americ
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Ao fim de cumprir 30 anos de cadeia por pena de morte, um homem foi esta semana libertado após provar que está inocente. Glenn Ford estava condenado à pena capital desde 1984 por homicídio. Com 64 anos, o norte-americano torna-se um dos condenados à morte que cumpriu mais tempo na prisão e que depois foi exonerado.

“Fui preso durante 30 anos por algo que não fiz. Não posso voltar atrás e fazer coisas que devia ter feito quando tinha 35, 38 ou 40 anos”, explica Glenn à imprensa quando se preparava para sair da prisão.
 

Glenn Ford, de ascendência africana, foi acusado por roubo e assassinato de Isadore Rozeman, um relojoeiro de 56 anos, que foi encontrado morto a tiro na sua loja em Novembro de 1983.
 
Ford, natural da Califórnia nos EUA, que costumava fazer trabalhos de jardinagem para Rozeman foi considerado culpado em 1984 e condenado à morte por eletrocussão, o método de execução usado na altura, no estado do Louisiana. 
 
Segundo a agência Reuters, durante três décadas, Ford manteve a sua inocência e apresentou vários recursos, a maioria dos quais foram sempre negados.
 
Em 2000, o Supremo Tribunal de Louisiana ordenou uma audiência probatória solicitada pela defesa de Ford que argumentava que a acusação tinha omitido provas relacionadas com Jake e Henry Robinson, dois irmãos inicialmente implicados no crime. 
 
De acordo com Shreveport Times, o jornal do Louisianna, os registos do tribunal mostram que uma fonte não identificado em 2013 disse aos advogados de acusação que Jake Robinson tinha admitido assassinar Rozeman.
 
Quinta-feira passada, o Ministério Público apresentou uma moção para anular a condenação e sentença de Ford, dizendo que no final de 2003 foram descobertas provas credíveis que vieram apoiar que Ford não estava presente, nem participou no roubo e assassinato de Isadore. 
 
“Estamos muito satisfeitos em ver Glenn Ford finalmente exonerado, e estamos particularmente gratos por a acusação e o tribunal terem avançado de forma tão decisiva para libertar Ford”, revelam Gary Clements e Aaron Novod, advogados do ex-condenado.

Notícia sugerida por Maria da Luz

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