Ciência

Gestos podem melhorar ensino da matemática

Um professor de matemática que se exprima com os gestos das mãos consegue que os seus alunos tenham melhores resultados. Cientistas norte-americanos revelam que a matéria é mais bem assimilada graças aos estímulos despertados no cérebro.
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Um professor de matemática que se exprima com os gestos das mãos tem tendência a conseguir que os seus alunos tenham melhores resultados. Um novo estudo revela que a matéria é assimilada de forma mais clara pelos estudantes graças ao estímulo que os gestos despertam no cérebro.
 
A investigação conduzida pelos professores Kimberly Fenn, da Universidade de Michigan, e Susan Wagner Cook, da Universidade de Iowa, analisou a diferença dos conhecimentos retidos por dois grupos de 92 alunos, com idades entre os 7 e os 10 anos, que receberam aulas em vídeo com professores que usavam gestos manuais ou que comunicavam apenas pela voz.
 
Os voluntários foram submetidos a um teste 24 horas depois desta experiência e os resultados revelaram que as crianças que receberam as aulas dos professores que usavam os gestos das mãos tinham captado melhor a matéria.
 
“O grupo dos gestos mostrou-se também mais forte na aprendizagem de vários tipos de problemas matemáticos. Estas descobertas sugerem que os gestos melhoram a aprendizagem de conceitos abstratos e afetam o modo como o conhecimento é consolidado”, refere o estudo.
 
Apesar de já terem sido publicados artigos científicos que defendem este conceito, os investigadores conseguiram comprovar porque é que os gestos podem melhorar as capacidades dos estudantes. Kimberly Fenn explicou à National Geographic News que, “quando observamos alguém a gesticular, as áreas do nosso cérebro que correspondem a essas ações são estimuladas”.
 
Um estudo publicado no passado mês de Dezembro, pelo National Center for Education Statistics dos EUA, revela que nas regiões da Ásia e da Europa, onde os professores recorrem mais aos gestos das mãos para ensinar, os alunos conseguem ter melhores resultados.

Clique AQUI para consultar o estudo (em inglês) que foi publicado na revista científica norte-americana Child Development.

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