Ambiente

Expedição MAR-ECO revela novas espécies

Cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, anunciaram ter descoberto mais de 10 novas espécies marinhas no Atlântico, numa área pesquisada entre os Açores e a Islândia. O balanço foi feito no último dia da expedição MAR-ECO que envolveu cien
Versão para impressão
[Fotografia: © Mar-Eco/David Shale]

Cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, anunciaram ter descoberto mais de 10 novas espécies marinhas no Atlântico, numa área pesquisada entre os Açores e a Islândia. O balanço foi feito no último dia da expedição MAR-ECO que envolveu cientistas de 16 países entre os quais o português Pedro Ribeiro da Universidade dos Açores.

Um dos grupos de criaturas marinhas que observaram e capturaram, durante as seis semanas a bordo do navio RRS James Cook, no Atlântico, trata-se dos elementos que se acredita estarem próximos do elo evolucionário que falta entre animais invertebrados e vertebrados.

Com recurso às últimas tecnologias, os cientistas conseguiram também observar espécies em abundância quando se pensavam raras em algumas partes do globo. Ficaram também surpreendidos com a diversidade marinha encontrada em habitats separados apenas por alguns quilómetros.

“Ficámos surpresos com a diferença entre os animais em cada lado da dorsal meso-atlântica (uma enorme cadeia de montanhas submarinas), que ficam a apenas alguns quilómetros de distância um do outro”, explica o professor Monty Priede, diretor do Laboratório Oceanográfico da Universidade de Aberdeen.

Os cientistas participavam na última etapa do MAR-ECO, um programa internacional de pesquisa e catalogação da vida marinha no Atlântico, na zona intermédia entre a Islândia e o arquipélago português dos Açores.
O ROV (veículo operado remotamente) Isis contou com 300 horas de mergulho em profundidades que variaram entre os 700 e os 3.600 metros de profundidade.

“Esta expedição revolucionou o nosso pensamento sobre a vida submarina no Oceano Atlântico. Mostrou-nos que não podemos apenas estudar o que vive nas margens do oceano e ignorar a vasta quantidade de animais que vivem nestas zonas”, explica o mesmo responsável em comunicado.


[Notícia sugerida pela utilizadora Raquel Baêta]

Comentários

comentários

PUB

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close