Saúde

Exercício na gravidez protege o coração dos bebés

A prática de exercício durante a gravidez tem potencial para "programar" a saúde vascular do bebé, apresentando benefícios que se prolongam até à idade adulta.
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A prática de exercício durante a gravidez tem potencial para “programar” a saúde vascular do bebé, apresentando benefícios que se prolongam até à idade adulta. A conclusão é de um novo estudo desenvolvido por investigadores norte-americanos e alemães, o primeiro a demonstrar que as vantagens da atividade física da mãe vão além dos primeiros anos de vida.
 
As recomendações atuais sugerem às grávidas a prática regular de cerca de 30 minutos de atividade física de intensidade moderada por dia, mas há especialistas que continuam a não se mostrar convencidos em relação ao papel importante do exercício tanto para a mulher grávida como para os seus “rebentos”.
 
A investigação recente levada a cabo por Sean Newcomer, da California State University San Marcos, nos EUA, e por Thomas Bhals, da Universitätsmedizin Greifswald, na Alemanha, vem agora trazer evidências de que o exercício materno durante a gravidez “é um estímulo poderoso de 'programação' das artérias do bebé”, que, a nível futuro, pode ter implicações importantes na suscetibilidade do mesmo às doenças cardiovasculares.
 
“O nosso estudo é o primeiro a demonstrar que o exercício físico feito pela mãe durante a gravidez tem um impacto significativo na função vascular na idade adulta do filho”, afirmam os cientistas, em comunicado. Além disso, a equipa conseguiu provar que o endotélio – a camada celular interna dos vasos sanguíneos – se alterna “significativamente nos indivíduos cujas mães praticaram atividade física ao longo da gestação”. 

Investigadores querem melhor 'orientação' para as mães
 

Para chegar a estas conclusões, Newcomer e Bahls realizaram ensaios laboratoriais com porcos, animais que podem ser treinados e cujas respostas à atividade física são semelhantes às dos humanos. “Os suínos são comparados um modelo superior para estudos cardiovasculares em comparação com os roedores”, explicam os investigadores.
 
“As porcas grávidas fizeram cerca de 20 a 45 minutos de exercício durante cinco dias por semana, o que é consistente com as recomendações do Congresso de Obstetras e Ginecologistas Americano (ACOG), e analisámos a função vascular das artérias femorais das crias com recurso a técnicas in vitro”, esclareceram.
 
No entanto, os coordenadores do estudo, publicado esta sexta-feira na revista científica Experimental Physiology, alertam que será necessário aprofundar a investigação e realizar testes em humanos não só para melhorar a compreensão, a nível biológico, da forma como o exercício na gravidez altera a saúde do bebé ao longo de toda a vida, mas também para estabelecer 'linhas de orientação' seguras para as mulheres.
 
“Estamos apenas agora a começar a compreender de que forma o exercício durante a gestação influencia a saúde dos filhos em idade adulta. Resultados como os nossos poderão ajudar a criar recomendações precisas e baseadas em evidências científicas que ajudem as mulheres a tomar as decisões mais indicadas para si e para as suas crianças”.
 
Segundo os especialistas, “a atividade física pode atuar de diversas formas consoante o seu tipo, duração, intensidade e frequência”. Futuramente, defendem, será essencial investigar “a circulação coronária e estabelecer o impacto concreto das mudanças na função vascular das crianças quanto à saúde cardíaca numa fase posterior da vida”.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês).

 

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