Em Destaque Nutrição

Estudos científicos sobre hidratação ganham cada vez mais importância

As consequências da ingestão inadequada de água a nível mundial estão longe de serem bem compreendidas
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A revista científica Nutrients publicou o suplemento especial “Hábitos de consumo de bebidas a nível mundial: associação entre o consumo total de água e de energia”. Esta é uma monografia que inclui um total de 20 trabalhos de investigação internacional sobre hidratação e outros aspetos relevantes de saúde e nutrição de diferentes perspetivas, ambientes e populações em relação à ingestão alimentar de água e de energia. Este trabalho inclui também investigações sobre o índice de hidratação, atividade física e temperatura ambiental como fatores de hidratação, assim como o consumo de água e refrigerantes açucarados em relação ao consumo de calorias e recomendações atuais para reduzir o teor calórico de alimentos e bebidas.

De acordo com os editores deste suplemento especial, o Prof. Lluis Serra-Majem e a Prof.ª Mariela Nissensohn, “é sobejamente conhecida a carga da doença pela falta de acesso à água potável, falta de saneamento e de inadequados cuidados de higiene alimentar e pessoal, mas as consequências da ingestão inadequada de água a nível mundial estão longe de serem bem compreendidas”. No entanto, “a diversidade de metodologias utilizadas na avaliação quantitativa do consumo de água a partir de alimentos e bebidas, teve sempre em consideração outros nutrientes e a existência de carga energética, e todos os detalhes que os resultados dos estudos mostraram, podem eventualmente ajudar a abordar adequadamente esta questão em todo o mundo”.

O conhecimento sustentado em evidência científica em todas estas áreas já fez com que em 2010 a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) aprovasse a ingestão adequada de água dos alimentos e bebidas para homens e mulheres, e dependendo das condições fisiológicas, da prática de atividade física e desporto, e das condições ambientais (principalmente temperatura e humidade relativa).

Mais especificamente, o painel da EFSA conclui que a ingestão adequada de água é de 1,3 l/dia para crianças de 2 a 3 anos; 1,6 l/dia para crianças de 4 a 8 anos; 1,9 l/dia e 2,1 l/dia para raparigas e rapazes de 9 a 13 anos, respetivamente. A partir dos 14 anos, os valores de consumo de água recomendados pela EFSA são de 2,0 l/dia para mulheres e 2,5 l/dia para homens.

De acordo com as referências da EFSA, “estas doses adequadas aplicam-se apenas em condições de temperatura ambiental moderada e níveis moderados de atividade física. Perdas de água realizadas sob condições extremas de temperatura externa e de exercício físico”, recorda a EFSA, podem chegar a cerca de 8,0 l/dia e “têm que ser repostas por quantidades apropriadas”, assim como as perdas de eletrólitos.

Por fim, quando o exercício intenso também é praticado por um período superior a 45 minutos em condições ambientais de calor e de humidade relativa alta, é necessária a reposição de líquidos, glicose e sódio.

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