Gastronomia

Estadão: Vinhos “maravilhosamente portugueses”

Um conhecido cronista de vinhos brasileiro escreveu um artigo sobre a iniciativa portuguesa que elegeu os 50 melhores vinhos portugueses para o gosto, comida e hábitos de consumo brasileiros. Entre a meia centena de produtos eleitos pelo júri, Luíz H
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Um conhecido cronista de vinhos brasileiro escreveu um artigo sobre a iniciativa portuguesa que elegeu os 50 melhores vinhos portugueses para o gosto, comida e hábitos de consumo brasileiros. Entre a meia centena de produtos eleitos pelo júri, Luíz Horta fez uma seleção de onze vinhos para provar.

“A Viniportugal, organismo de difusão e promoção dos vinhos portugueses, fez uma coisa notável”, introduz o especialista, no seu blogue do jornal O Estadão, referindo a iniciativa que tem vindo a convidar especialistas internacionais a Portugal para selecionare os seus vinhos preferidos.

Dirceu Vianna Junior, mestre de vinho brasileiro, foi o mais recente convidado para escolher, entre 500 vinhos, os 50 melhores para o Brasil e a lista foi foi divulgada esta sexta-feira.
 

“Hoje, falo das 11 garrafas da lista que escolhi para provar (afinal, sou jornalista de vinhos e não um degustador com o fôlego de Vianna Junior)”, escreve Luiz Horta. “Escolhi alguns rótulos de Touriga Nacional, até porque ela é a soberba e verdadeira uva, símbolo de Portugal.”

Segundo o cronista, mesmo já conhecendo boa parte dos vinhos, “houve novidades e surpresas”. Acima de tudo, “foi uma boa viagem, ver como a uva se comporta de norte (Douro) a sul do país (Alentejo).”
 
Horta não resistiu e acabou mesmo por comparar “a lista brasileira a duas outras dos melhores para diferentes mercados: a de Julia Harding, feita em 2011 para o mercado inglês, e a de Doug Frost, deste ano, para o americano”.

Todos os três degustadores – Harding, Frost e Vianna – são “mestres do vinho”. Por isso mesmo, não faltava curiosidade para ver o que coincidia entre as listas elaboradas por cada um deles. “Apenas dois vinhos apareceram na lista dos três – ambos do Douro -: os tintos Poeira e Chryseia”, revela o cronista. “Em média, os degustadores coincidiram alternadamente em dez vinhos, o que mostra que os mercados não são tão diferentes assim”, acrescenta.

Destaque ainda para o ponto de vista de Dirceu Vianna, de “como o consumidor brasileiro gosta de vinhos mais frutados, com estilo mais encorpado, e não se importa tanto com a potência dos vinhos, apreciando antes a presença ostensiva de carvalho e uva madura”.

No entanto, o especialista mostra-se consciente, e revela que “provando os maravilhosos vinhos do Douro, os amplos e suculentos alentejanos e os estranhamente esquecidos vinhos do Dão, subtis e elegantes, dá para ver que não há como fugir ao estilo novo-mundista em Portugal”.
 
Luiz Horta diz mesmo que “não adianta os portugueses tentarem fazer outra coisa, até porque as uvas não deixam e os seus vinhos sairão sempre maravilhosamente portugueses.”

Conheça AQUI os onze vinhos selecionados pelo cronista brasileiro e a opinião do especialista sobre cada um deles.

Notícia sugerida por Luís Maia Bento

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