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Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO)

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Esta estrutura constitui o suporte privilegiado para a transferência de tecnologia para os aquacultores e para a formação técnica e científica nesta área.

A EPPO ocupa uma área de cerca de 7ha nos  quais se incluem um edifício de maternidade com 1.500m2 totalmente equipado para investigação e produção experimental (Fig.1), um edifico de apoio 600m2, diversos laboratórios especializados, uma unidade de embalagem de pescado, uma zona de pré-engorda (para apoio aos cultivos em terra e mar aberto) e área de engorda em 17 tanques de terra, em sistema de monocultura, policultura ou multitrófico.

A EPPO possui reprodutores de várias espécies de peixes marinhos adaptadas a cativeiro – ex. dourada, robalo, linguado, sargos, corvina, mero e sardinha, microalgas e invertebrados, como o ouriço-do-mar. Entre as linhas de investigação em curso na EPPO (Fig.2) destacam-se produção de novas espécies para esta atividade (ex. corvina e ouriço do mar), nutrição, bem-estar e sistemas de produção amigos do ambiente.

    

Na EPPO realizam-se ensaios de reprodução, desenvolvimento larvar e engorda de diversas espécies, com especial ênfase para a dourada, robalo bem como para novas espécies, tais como o sargo, o mero, o linguado e a corvina (Fig. 3). São ainda realizados estudos ao nível da fisiologia, da nutrição, da patologia e ensaios de engorda de peixes em monocultivo, policultivo de várias espécies e em sistemas multitróficos (ex: peixes e ostras).

Os ensaios nas diversas fases do ciclo produtivo e principalmente nos tanques de terra são realizados à escala piloto (Fig. 4), de modo a serem representativos e transponíveis para o tecido produtivo, resultando uma produção de pescado de acordo com as melhores práticas de sustentabilidade e que respeitam as regras da qualidade e segurança alimentar.

Esta unidade desempenha também um importante papel quer na formação profissional quer académica, acolhendo regularmente estudantes de estabelecimentos de ensino nacionais e internacionais, bem como elementos do sector produtivo.

Ao mesmo tempo tem uma boa articulação e colaborações nacionais e internacionais com os diferentes atores envolvidos no desenvolvimento da aquacultura, nomeadamente entidades da administração pública, institutos de investigação e universidades e o sector produtivo. São diversas as colaborações com empresas através de protocolos ou projectos científicos, alguns liderados por empresas nacionais e internacionais fomentado a transferência de tecnologia ao sector produtivo.

A investigação científica e os diversos ensaios são cofinanciados por projetos de investigação nacionais e europeus.

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