i9magazine

Ensinar crianças a programar sem acesso a computadores?

Versão para impressão

Colocar a tecnologia ao serviço das pessoas: é isto que os investigadores do centro de investigação FhP-AICOS fazem todos os dias, e foi isto que fizeram neste concurso, onde criaram uma plataforma destinada a promover a educação tecnológica de crianças e jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos, em contextos com poucos recursos tecnológicos.

Chama-se LitMaker. É um kit de “faça você mesmo” composto por uma aplicação para smartphones e um  conjunto de sensores sem fios e de baixo custo que tem como objetivo aliar a criatividade ao pensamento lógico, promover o sentido de causa e consequência e a curiosidade pelas ciências da computação desde tenra idade.

A ideia surgiu após o contacto com parceiros africanos no âmbito do trabalho realizado no FhP-AICOS, onde a equipa constatou uma desproporcionalidade entre o número de crianças e os recursos tecnológicos (in)disponíveis nas escolas. Uma realidade que se estende também a vários estabelecimentos de ensino em Portugal. Por outro lado, os smartphones são cada vez mais o primeiro contacto com tecnologia que estas crianças têm. Tendo em mente este problema, a equipa decidiu criar uma solução para melhorar o acesso às tecnologias de informação, e combater a baixa literacia tecnológica desde cedo.

No dia-a-dia, estes investigadores trabalham em projetos em áreas como o bem-estar, saúde, agricultura, e tecnologias para países em desenvolvimento, contribuindo para a investigação aplicada, sempre sob a missão do FhP-AICOS: “Propor Futuros, Impactar Vidas”.

A simplicidade da solução permite que seja utilizada em meios com poucos recursos tecnológicos, lutando assim contra a exclusão e o fosso digital que existe quer entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, escolas em meios urbanos e meios rurais, ou até escolas privadas e escolas públicas.

A equipa é composta por seis investigadores, António Sousa, Eduardo Pereira, Paulo Torres da Silva, Ricardo Graça, Ricardo Peixoto, e Tiago Borba, com experiências profissionais e competências variadas – desde o design, à interação, engenharia, programação, materiais e tecnologias de fabrico, entre outras – factor que contribuiu para o sucesso do LitMaker.

A solução arrecadou o terceiro prémio do Hack for Good, e será desenvolvida durante os próximos meses num programa de mentoria, ainda dentro do âmbito do concurso. Há ainda a possibilidade de apresentar o produto na Web Summit, em novembro.

A terceira edição do Hackathon, a maratona de programação tecnológica Hack for Good, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, decorreu a 5 e 6 de maio, no Palácio dos Correios, no Porto. 170 participantes criaram durante o evento soluções tecnológicas relacionadas com o desafio proposto – aumentar o bem-estar dos idosos, crianças e jovens e promover a integração de migrantes e refugiados.

O conteúdo Ensinar crianças a programar sem acesso a computadores? aparece primeiro em i9 magazine.

Comentários

comentários

PUB

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close