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Encontrado colar egípcio com mais de 2.000 anos

Dois arqueólogos russos descobriram, durante escavações na região da Sibéria, um colar que terá entre 2.300 a 2.400 anos. A peça de joalharia egípcia foi encontrada junto do esqueleto de uma mulher numa zona remota das montanhas Altai.
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Dois arqueólogos russos descobriram, durante escavações na região da Sibéria, um colar que terá entre 2.300 a 2.400 anos. A peça de joalharia egípcia, feita com 17 contas de vidro coloridas e brilhantes, foi encontrada em redor do pescoço do esqueleto de uma mulher de 25 anos enterrada numa zona remota das montanhas Altai. 
 
O achado é da responsabilidade de Yelena Borodovsky, mulher do arqueólogo Andrey Borodovsky, coordenador das escavações e, além de estar completamente intacto, o colar é considerado único entre todas as jóias que já foram descobertas na antiga União Soviética. 
 
“A importância do que encontrámos é muito mais do que local”, afirmou Andrey Borodovsky, do Instituto de Arqueologia e Etnografia do ramo da Sibéria da Academia de Ciências da Rússia, em declarações ao Siberian Times, acrescentando que a descoberta poderá dar aos especialistas luzes acerca da civilização dos citas, tribos nómadas que viviam no norte do Mar Negro famosas pelas suas jóias.


O colar foi encontrado junto do esqueleto de uma mulher nas montanhas Altai
 

Esta peça de joalharia foi desenterrada em 2004 mas nunca foi, até hoje, exibida publicamente (embora tal deva acontecer dentro de alguns anos), porque Borodovsky e a sua equipa desejam obter a maior quantidade de informações possível acerca da sua história antes de a dar a conhecer.
 
“É provável que venhamos a pedir ajuda a alguns especialistas estrangeiros para nos apoiarem na compreensão da composição química do vidro, da origem do colar e da data exata em que foi elaborado”, admitiu o arqueólogo. 
 
O colar, que já foi batizado “Colar de Cleópatra” devido às suas caraterísticas exóticas, apesar de lhe ser anterior, tem “uma variedade de cores impressionantes e belas 'sombras' de amarelo escuro e claro e também de azul”, explicou Borodovsky. “Trabalho com antiguidades de Altai há mais de 30 anos e esta peça é provavelmente a mais bela que já viu”, confessou ainda.  


Uma das contas do colar encontrado fotografada em pormenor

Colar é indicador de “estatuto social especial”
 

Além desta peça, os arqueólogos encontraram também no túmulo da mulher um espelho e uma faca, artefactos mais comuns na zona da Sibéria e que, sabem os cientistas, pertencem à época dos citas. 
 

A equipa vai continuar a aguardar a confirmação de que se trata de um tesouro do antigo Egito “que foi, certamente, feito por um artesão do Médio Oriente, o único local do planeta onde existia aquele tipo de técnica na época”, mas tem já a certeza de que se trata de um objeto muito valioso.
 
“Este colar está, provavelmente, entre as coisas que qualquer museu do mundo gostaria de ter na sua coleção. Tentando ilustrar o que valia na altura, diria que era, provavelmente, algo como várias dezenas de cavalos”, frisou Borodovsky.
 
Segundo o especialista, a mulher a quem pertencia a peça terá tido “um estatuto social especial”. “Ainda hoje um colar como este capta imediatamente a atenção. Naquela altura seria, sem dúvida, um indicador de que a pessoa que o usava desempenhava um papel especial para a comunidade”, possivelmente o de líder religiosa pagã, concluiu.
 
[Notícia sugerida por Patrícia Guedes]

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