Ciência

Descoberta primeira aldeia agrícola do Mediterrâneo

A mais antiga aldeia de agricultores das ilhas mediterrânicas foi descoberta no Chipre por uma equipa de arqueólogos franceses. As primeiras populações terão levado do Próximo Oriente para o Chipre o trigo, mas também animais domésticos.
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A mais antiga aldeia de agricultores das ilhas mediterrânicas foi descoberta no Chipre por uma equipa de arqueólogos franceses. As primeiras populações terão levado do Médio Oriente para o Chipre o trigo, mas também animais domésticos, incluindo cães e gatos.

A descoberta de Klimonas, uma aldeia datada de cerca de 9 mil anos a.C., provou que as primeiras sociedades agrícolas migraram para o Mediterrâneo pouco tempo após os primórdios da atividade.

De acordo com um comunicado do Centre National de Recherche Scientifique (CNRS), uma das entidades envolvidas nas escavações, os cientistas suspeitavam que, devido à sua insularidade, o Chipre teria sido alcançado pelas primeiras sociedades agrícolas neolíticas apenas mil anos depois do surgimento da agricultura no Próximo Oriente (cerca de 9500 a.C.).

Os resultados dos recentes trabalhos arqueológicos, publicados na revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS), mostram que os primeiros vestígios de comunidades humanas instalaram-se no Chipre entre 9100 e 8600 a.C.

Os arqueólogos encontraram no local restos de uma construção coletiva feita de lama, com 10 metros de diâmetro, semienterrada, que deveria servir para conservar as colheitas. Em torno desta construção foram-se agrupando construções residenciais.

Sociedades agrícolas dominavam técnicas avançadas de navegação

No interior, os arqueólogos desenterraram algumas oferendas votivas, como flechas de sílex ou grânulos de pedra verde. Foram ainda descobertos fragmentos de objetos como ferramentas de pedra e ornamentos feitos de conchas, desde vestígios de plantas a cereais carbonizados. Os vestígios assemelham-se àqueles encontrados nos locais neolíticos do Próximo Oriente.

A análise dos ossos encontrados no local permitiu perceber que a carne consumida pelas populações estudadas provinha da caça a um pequeno javali nativo e que gatos e pequenos cães foram introduzidos no local, logo após entrarem no continente.

As descobertas mostram também que o deslocamento das primeiras sociedades agrícolas entre o continente para as ilhas do Mediterrâneo foi ajudada por técnicas já avançadas de domínio da navegação.

Os trabalhos vão prosseguir até ao final do mês e ser retomado em 2013. Envolvidos no projeto estão entidades como o CNRS, o Museu Nacional de História Natural francês, o INRAP (Instituição Nacional de Investigações Arqueológicas Preventivas), o EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais) e a Universidade de Toulouse II.

Consulte o artigo com os resultados publicados AQUI.

[Notícia sugerida por Sofia Baptista]

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