Ciência

Descoberta a mais distante galáxia já observada

Um grupo internacional de cientistas acaba de anunciar a descoberta de uma galáxia com mais de 13 mil milhões de anos - cerca de 13,7 mil milhões, afirmaram.
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Um grupo internacional de cientistas acaba de anunciar a descoberta de uma galáxia com mais de 13 mil milhões de anos – cerca de 13,7 mil milhões, afirmaram. O achado é particularmente importante porque a idade da galáxia permite concluir que o seu nascimento se deu “apenas” 500 milhões de anos depois do Big Bang.
 
A descoberta foi efetuada com recurso à poderosa câmara infravermelha instalada, em 2009, no Telescópio Espacial Hubble, que já encontrou mais de uma centena de galáxias da fase em que o Universo tinha entre 650 e 850 milhões de anos, e também aos instrumentos fornecidos pelo telescópio Spitzer.

Porém, a equipa da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, conseguiu finalmente detetar uma galáxia bem mais antiga, batizada MACS 1149-JD o que motivou a publicação de um novo estudo na revista científica Nature.

 
A “lente gravitatória” do Hubble multiplicou por 15 a luz emitida pela galáxia, permitindo aos astrónomos estudá-la com mais precisão. Segundo o grupo, a galáxia em causa é constituída por uma proporção significativa de “velhas estrelas”, que se teriam formado durante 200 milhões de anos para alcançar uma massa equivalente a 150 milhões de vezes o nosso sol.
 
Desta forma, afirmam os autores, se este sistema fosse representativo de outras galáxias primitivas – algo que ainda não é certo – tal implicaria que a formação de estrelas já estivesse em curso entre 300 e 500 milhões de anos depois do Big Bang, a explosão que originou o Universo.
 
“Esta galáxia é, seguramente, o objeto mais distante que já alguma vez observámos”, afirmou Wei Zheng, que coordenou o estudo e assina o artigo publicado esta quinta-feira. “Os trabalhos futuros envolvendo esta galáxia, bem como outras qu esperamos encontrar, vão ajudar-nos a estudar os objetos mais jovens do Universo”, adiantou em comunicado.

Clique AQUI para aceder ao estudo (em inglês).

[Notícia sugerida por Raquel Baêta]

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