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Cirurgião trata gratuitamente vítimas de ácido sulfúrico

Sete mulheres paquistanesas que ficaram sem cabelo e sem sobrancelhas depois de serem atingidas com ácido sulfúrico vão ver a sua vida mudar para melhor. Um cirurgião britânico tem vindo a realizar, desde esta semana, de forma gratuita, uma série de
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Sete mulheres paquistanesas que ficaram sem cabelo e sem sobrancelhas depois de serem atingidas com ácido sulfúrico vão ver a sua vida mudar para melhor. Um cirurgião britânico tem vindo a realizar, desde esta semana, de forma gratuita, uma série de cirurgias para ajudar estas mulheres a recuperarem a sua aparência.

O cirurgião Asim Shahmalak, especializado em transplantes capilares, deslocou uma equipa de médicos à cidade de Carachi, no Paquistão, gastando mais de 60 mil euros do seu próprio bolso para realizar as delicadas intervenções cirúrgicas. Shahmalak tem nacionalidade britânica mas nasceu no Paquistão.
 
Na semana passada, a equipa do cirurgião realizou uma série de operações em três das sete mulheres que assim recuperaram o cabelo e as sobrancelhas, graças a transplantes feitos de outras áreas do corpo. As delicadas operações prolongaram por três dias. 
 
De acordo com o site oficial da clínica do médico, a Crown Clinic, a maior parte das mulheres tem menos de 25 anos. Duas delas foram agredidas por homens depois de terem recusado propostas de casamento. Uma das vítimas trabalhava num salão de beleza e, depois do incidente, foi despedida.
 
Shahmalak Asim, que conheceu as sete vítimas pessoalmente durante a sua última visita ao país, afirma que depois dos ataques estas mulheres “não conseguem arranjar trabalho e, na maior parte dos casos, são também abandonadas pelas suas famílias, tornando-se pedintes”.
 
À imprensa britânica, o médico disse que haverá centenas de casos destes que não chegam a ser denunciados às autoridades e criticou o facto da pena, para os agressores, não ultrapassar os sete anos de prisão. Contudo, na maior parte dos casos, como aconteceu com estas mulheres, os homens que praticam este crime não chegam a ser detidos, ate porque a maioria das mulheres não chega a apresentar queixa.
 
De acordo com a organização não governamental Human Rights Watch registaram-se, em 2011, 150 ataques com ácido no Paquistão, um aumento de quase 50 por cento face a 2010. No entanto, uma vez que muitos dos casos não são denunciados, suspeita-se que números reais sejam muito superiores.

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