Inovação e Tecnologia

Célula solar alcança recorde mundial de eficiência

Uma equipa de investigadores franco-alemães acaba de anunciar um novo recorde mundial na conversão de energia solar em eletricidade.
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Uma equipa de investigadores franco-alemã acaba de anunciar um novo recorde mundial de eficiência na conversão de energia solar em eletricidade. Com recurso a uma célula solar com uma estrutura inovadora, composta por quatro “subcélulas” solares, os cientistas conseguiram uma eficiência de 44,7%, um “enorme passo” no caminho para a redução dos custos deste tipo de energia limpa.
 
Em Maio deste ano, a equipa, composta por elementos do Instituto Fraunhofer (Fraunhofer ISE), Soitec, CEA-Leti e do Helmholtz Center Berlin,  tinha já anunciado uma célula solar com 43,6% de eficiência, uma percentagem agora aumentada através de “investigação intensiva” e várias tentativas de otimização.
 
Em comunicado, os especialistas explicam que este novo recorde significa que 44,7% da energia do espetro solar é convertida em energia elétrica, o que é possível graças à utilização de células solares em concentradores fotovoltaicos (CPV), uma tecnologia que permite o dobro da eficiência dos painéis solares comuns nos locais mais soalheiros.
 
De acordo com os investigadores, o uso terrestre de um tipo de célula solar que, inicialmente, proveio da tecnologia espacial, possibilitou o alcance do maior nível de eficiência na conversão da energia do sol em eletricidade já obtido internacionalmente, uma vez que as “subcélulas” desta célula absorvem diferentes comprimentos de onda do espetro solar.
 
“Além de contar com materiais melhorados e uma estrutura otimizada, [esta célula solar] beneficia de um novo procedimento denominado 'wafer bonding', que torna possível unir dois cristais semicondutores, que, de outra forma, não poderiam ser unidos um sobre o outro com a qualidade necessária”, explica Frank Dimroth, do Instituto Fraunhofer.

“Desta forma conseguimos produzir uma combinação ótima de semicondutores para criar células solares altamente eficientes”, acrescenta o investigador. “Estamos muito orgulhosos da nossa equipa, que nos últimos três anos tem trabalhado nesta célula solar de quatro junções”, conclui.
 

Desde 2005 que a Soitec, uma spin-off do Instituto Fraunhofer, produz os concentradores solares que contribuem para a obtenção destes níveis de eficiência e que têm sido utilizados, maioritariamente, em locais com elevados níveis de radiação solar direta, entre os quais Itália, França, África do Sul e Califórnia.

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