Ambiente

Cascais aposta na reciclagem de tintas sobrantes

O concelho de Cascais é o primeiro do país e da Europa com pontos de recolha de tintas sobrantes para reciclar. A autarquia visa a preservação dos recursos naturais e uma redução da pegada ecológica associada à produção de tintas.
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Cascais está prestes a tornar-se o primeiro concelho do país e da Europa com pontos de recolha de tintas sobrantes para reciclar. A autarquia visa a preservação dos recursos naturais e uma redução da pegada ecológica associada à produção de tintas.
 
Fruto de uma parceria entre a entidade municipal Cascais Ambiente e a fabricante de tintas Kenitex, a iniciativa faz de Cascais o concelho pioneiro na recolha de tintas para reciclagem.
 
A recuperação e valorização das tintas que sobram dos variados trabalhos de pintura pretende minimizar a destruição ambiental, através da colocação de contentores de recolha nos pontos de apoio da Cascais Ambiente. 
 
Atualmente, são três: um na Rua Franklin Lamas, em Cascais, outro na Avenida Gago Coutinho, na Parede, e outro na Rua Santa Rita, no Estoril. O horário de funcionamento é das 8h às 12h.
 
Em comunicado, a autarquia refere que caberá à Cascais Ambiente recolher periodicamente as tintas e encaminhá-las para a Kenitex, responsável pelo processo de reciclagem.
 
Para além das vantagens ambientais, a iniciativa promove ainda a economia local, uma vez que a Kenitex é uma empresa industrial com sede no concelho de Cascais, que emprega atualmente 30 pessoas.
 
Reciclagem e valorização VS Desperdício de tintas
 
A produção de tintas é um processo que envolve a utilização de matérias-primas raras, caras e prejudiciais ao ambiente. No entanto, estima-se que, por ano, cerca de sete mil toneladas acabem por não ser usadas, ficando nas embalagens de origem até irem para o lixo, sem que haja uma separação adequada. 
 
Há, portanto, um desperdício de produtos que pode ser evitado, com efeitos positivos para o ambiente. Também os consumidores são beneficiados, já que as tintas recicladas podem ser até 50% mais baratas do que as fabricadas de raiz, garantindo uma qualidade idêntica às de gama média.
 
Embora só agora chegue a Portugal e à Europa, o processo de reciclagem de tintas é uma prática consolidada há mais de dez anos em países como o Canadá e Estados Unidos.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca

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