Ambiente

Cartão reciclado será o futuro das fraldas ecológicas

Investigadores finlandeses desenvolveram um processo que faz com que seja possível utilizar papel e cartão reciclado como matéria-prima para o fábrico de "não tecido", um material usado, por exemplo, na produção de fraldas e pensos higiénicos.
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Investigadores finlandeses desenvolveram um processo que faz com que seja possível utilizar papel e cartão reciclado como matéria-prima para o fábrico de “não tecido”, um material usado na produção de fraldas, pensos higiénicos, panos de limpeza e outros produtos do género. 
 
Até ao momento, o principal material utilizado para o fabrico deste tipo de produtos tem sido o poliéster não degradável, uma vez que a produção feita a partir de derivados da madeira (também possível) estagnou devido aos custos proibitivos, reduzindo as hipóteses mais ecológicas. Além disso, a maioria dos produtos acaba por ir parar a aterros sanitários sem possibilidade de reciclagem.
 
Porém, graças à descoberta finlandesa, a realidade poderá estar prestes a mudar. Segundo a equipa do VTT Technical Research Centre of Finland, os custos de produção dos “não tecidos” feitos com recurso ao papel ou ao cartão reciclado – que podem transformar-se, por exemplo, em fraldas biodegradáveis – são cerca de 20% inferiores aos que são, por exemplo, produzidos a partir de matérias-primas da madeira, e abrem inúmeras portas.
 
“Pela primeira vez é possível usar papel e cartão reciclado como matéria-prima para a produção de não tecidos. O novo processo significa que estes não tecidos de base biológica vão ter preços mais competitivos quando comparados com os que são feitos com recurso ao plástico”, explica Ali Harlin, investigadora envolvida neste projeto.


A celulose pura é obtida a partir do cartão reciclado e, depois, transformada em não tecido
 

O uso do papel e do cartão reciclados com esta finalidade requer a aplicação de vários métodos de tratamento das fibras de celulose, bem como a eliminação de toda a lignina e hemicelulose destes materiais. Para o fazer, a equipa de Ali Harlin beneficia de uma tecnologia patenteada pelo VTT que é mais segura e mais ecológica do que os métodos habituais, adianta o comunicado divulgado pela instituição. 
 
Segundo Harlin, “as oportunidades de negócio devem surgir rapidamente, visto que a tecnologia necessária para o fabrico de não tecidos com materiais reciclados já está em vigor”, e que todos os anos a Europa gera cerca de 60 milhões de toneladas de papel reciclado (40% das quais correspondem a cartão). 
 
Em 2011, cerca de dois milhões de toneladas de não tecidos foram fabricadas na Europa e o crescimento deve continuar. Além de este material ser útil para criar produtos de higiene, de limpeza e de saúde, tem também outras aplicações, nomeadamente na indústria da construção civil. 
 

Notícia sugerida por David Ferreira

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