Sociedade

Bebés memorizam e evitam comportamento agressivo

Tal como os adultos, os bebés formam opiniões sobre a personalidade das pessoas que os rodeiam, e tentam manipular o comportamento de adultos que consideram agressivos, releva um estudo norte-americano.
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Tal como os adultos, os bebés formam opiniões sobre a personalidade das pessoas que os rodeiam, e tentam manipular o comportamento de adultos que consideram agressivos, releva um estudo norte-americano.

A investigação liderada por cientistas do Institute for Learning & Brain Sciences (Universidade de Washington, EUA), revela pela primeira vez que os bebés de 15 anos são capazes de identificar comportamentos agressivos em adultos, mesmo que haja uma alteração do contexto.
 

A líder da investigação, Betty Repacholi e a sua equipa quiseram perceber como os bebés reagiam se observassem um adultos desconhecido a tratar outro adulto com raiva. A equipa queria perceber se os bebes, havendo uma alteração de contexto, mantinham a memoria registada no primeiro encontro.

“Este estudo prova que os bebés prestam muita atenção às reações emocionais dos adultos”; diz o co-autor da pesquisa, Andrew Meltzoff.
 
A equipa recorreu a 270 bebés, de 15 meses e de ambos os sexos. A experiência consistiu em manter as crianças sentadas ao colo dos pais, numa mesa. Do outro lado da mesa estavam dois investigadores que iam mexendo em brinquedos e emitindo reações.

Com alguns bebés, os investigadores mostraram raiva perante os brinquedos, com outros mostraram alegria e entusiasmo.
 

Depois, o bebé tinha a oportunidade de tocar e brincar com os brinquedos. Os investigadores verificaram que os bebes que tinham assistido a comentários raivosos – do género, “isso é horrível!” – não queriam mexer nos brinquedos. Já os outros bebes estavam mais inclinados a experimentarem. 
 
Num outro momento da experiência, os investigadores voltam a expor os bebés aos intervenientes anteriores. Mas, desta vez, os investigadores usaram os brinquedos com calma e com expressões pacíficas. Mesmo assim, os bebés que anteriormente tinham assistido a momentos de raiva, não confiaram na nova atitude dos investigadores e mantiveram-se desconfiados quanto aos brinquedos. 

“Os bebés integraram essa atitude no caráter da pessoa e não confiam que tenham mudado de feito para se tornar uma pessoa calma”, explica Repacholi acrescentando que “quando um bebé percebe que alguém tem uma personalidade agressiva torna-se difícil fazer com que mude de opinião”. 


Bebés adotam comportamento defensivo

Numa outra fase da experiência, os investigadores ofereceram aos bebés um brinquedo desenhado para ser altamente apetecível uma bola luminosa que mudava de cor). Pouco depois, os investigadores da experiência inicial com brinquedos surgiram e pediram para ver o brinquedo novo – mas falando num tom neutro, sem raiva nem entusiasmo. 

 
Mais uma vez, os bebés que tinham assistido aos comportamentos de raiva decidiram abdicar do brinquedo, recusando voltar a mexer-lhe, enquanto os outros bebés quiseram continuar a brincar. Além de memorizarem o comportamento agressivo, os bebés adotam comportamentos defensivos para evitarem que os adultos se voltem a zangar”, explica a investigadora.

“Este estudo demonstra que os bebés estão muito atentos à raiva das pessoas, pelo que os pais devem ter em conta o poder que as suas emoções têm na vida do bebé”, conclui Repacholi acrescentando que o próximo passo será estudar durante quanto tempo estas emoções ficam na memória das crianças.

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