Ciência

Astrónomos detetam exoplaneta gigante e cor-de-rosa

O mais recente exoplaneta detetado pela NASA tem a cor de uma cereja. O GJ 504b foi detetado por uma equipa internacional que divulgou esta semana a sua imagem. O planeta gigante tem a dimensão de Júpiter e tem uma temperatura superior a 200 graus Ce
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O mais recente exoplaneta detetado pela NASA tem a cor de uma cereja. O GJ 504b foi detetado por uma equipa internacional que divulgou esta semana a sua imagem. O planeta gigante tem a dimensão de Júpiter e uma temperatura superior a 200 graus Celcius.
 
Este planeta localizado fora do sistema solar orbita à volta da estrela GJ 504 e foi identificado pelo telescópio Subaru, situado no Havai. Embora tenha um tamanho aproximado ao de Júpiter, o planeta de cor rosa pesa quatro vezes mais.
 
“Se pudéssemos viajar para este planeta gigante, iríamos ver um mundo ainda incandescente devido ao calor gerado na sua formação, o que lhe confere a cor magenta de uma cereja”, diz em comunicado Michael McElwain, membro da equipa de astrónomos da NASA. 
 
A interpretação artística do planeta divulgada pela NASA foi criada através da combinação de imagens do telescópio Subaru registadas em 2011 e em 2012. 
 

Localização do sistema planetário da estrela GJ 504, 'perto' da constelação de Virgo

Planeta questiona processo de formação planetário

Os astrónomos estão intrigados quanto ao processo de formação deste planeta, uma vez que o GJ 504b orbita a uma enorme distância da sua estela, pondo em causa a teoria de que os planetas se formam a partir de detritos gasosos que rodeiam as suas estrelas.

O planeta cor-de-rosa encontra-se a mais de 43 unidades astronómicas (UA) de distância da sua estrela enquanto o planeta do sistema solar mais distante do sol, Neptuno, orbita a 30 UA.


“Este é o planeta mais difícil de explicar nos termos da tradicional teoria de formação de planetas,” explica no mesmo comunicado Markus Janson, um astrónomo ligado ao telescópio Hubble. “Esta descoberta vai obrigar-nos a rever essa teoria e talvez encontrar explicações alternativas”, acrescenta o investigador. 
 
A descoberta do grupo de Exploração Estratégica de Exoplanetas e Discos com o Subaru (SEEDS, sigla em inglês), vai ser publicada no próximo número da publicação The Astrophysical Journal.

A estrela do novo exoplaneta – que terá uma temperatura de 237º – é mais quente do que o nosso Sol e encontra-se a 57 anos luz do nosso sistema solar. Com base na sua cor e rotação, os investigadores calculam que o sistema desta estrela seja bastante 'jovem' com 'apenas' 160 milhões de anos de existência. 
 
A juventude do sistema fascina os investigadores porque permite perceber como seria o nosso sistema solar há alguns milhões de anos atrás. “O nosso Sol já está na meia-idade em termos de produção de energia”, diz McElwain. “Estudar estes sistemas é um pouco como estudar o nosso sistema quando era jovem”, conclui. 

Clique AQUI para aceder ao comunicado da NASA (em inglês)

Notícia sugerida por Raquel Baêta

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