Ciência

Astronomia: Descoberto novo planeta para lá de Plutão

Um grupo de astrónomos descobriu um novo planeta, duas vezes mais distante do que Plutão. O novo astro é o primeiro alguma vez a ser encontrado, cuja órbita se assemelha à de Sedna, um objeto distante que nunca se aproxima do caminho de Neptuno, desc
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Um grupo de astrónomos descobriu um novo planeta, duas vezes mais distante do que Plutão. O novo astro é o primeiro alguma vez a ser encontrado, cuja órbita se assemelha à de Sedna, um objeto distante que nunca se aproxima do caminho de Neptuno, descoberto há cerca de uma década. 
 
A 12 mil milhões de quilómetros do Sol, o novo planeta, designado como 2012 VP113, tem cerca de 450 quilómetros de diâmetro, ou seja, apenas um quinto do de Plutão. 
 
O mesmo desloca-se entre as 80 e as 452 unidades astronómicas do Sol (sendo que uma unidade astronómica corresponde a 150 milhões de quilómetros), nunca se aproximando de Neptuno ou Plutão. Além disso, enquanto este último precisa de 248 anos para dar a volta ao Sol, o novo planeta precisa de 4.340. Já Sedna, o único outro objeto astronómico com o mesmo tipo de órbita, precisa de 12.600 anos para realizar o seu movimento de translação.
 
Em termos de massa, caso Plutão fosse do tamanho de uma bola de basquetebol, em termos proporcionais, o novo planeta seria uma bola de golfe, enquanto Sedna seria uma bola de softball. 
 
Até agora sem mais conclusões, as teorias apontam para que Sedna e o seu pequeno companheiro pertençam à parte interna da nuvem Oort, o reservatório glacial dos cometas de longo prazo que nos deslumbram quando se deslocam em direção ao Sol. 
 
Para os especialistas, a descoberta sugere que há ainda muitos outros objetos longínquos à espera de ser descobertos. “Encontrar este novo planeta mostra-nos que ainda não se sabe tudo sobre o Sistema Solar e que ainda há factos importantes por descobrir”, refere em comunicado Chad Trujillo, astrónomo do Observatório Gemini, em Hilo, no Hawai.

“Foi um passo que nos deu a provar um bocadinho daquilo que nos espera e que pensávamos ser o limite do Sistema Solar”, conclui. 

Saiba mais AQUI.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca

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