Sociedade

Amor leva austríaco a tornar-se apicultor na Beira Alta

Foi o amor por uma portuguesa que o trouxe até Mangualde, mas na "bagagem" vinha outra paixão: a apicultura. O gosto pelas abelhas levou Harald Hafner, que reside em Portugal desde 2007, a tornar-se apicultor na região da Beira Alta.
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Foi o amor por uma portuguesa que o trouxe até Mangualde, mas na “bagagem” vinha outra paixão: a apicultura. O gosto pelas abelhas levou Harald Hafner, que reside em Portugal desde 2007, a tornar-se apicultor na região da Beira Alta. Hoje, conta já com 250 colmeias, cada uma das quais produz, em média, 25 a 30 quilos de mel por ano.
 
“A paixão pelas abelhas já vinha de antes, tinha começado na Áustria”, contou Hafner, de 47 anos, em entrevista à agência Lusa, confessando que desde miúdo gostava de insetos e recordando a influência de uma tia-avó apicultora.
 
Apesar de este gosto o acompanhar desde tenra idade, só “bastante tarde”, há cerca de 15 anos, o austríaco teve as suas primeiras colmeias, ainda no seu país natal, apadrinhado por um vizinho, o que fez com que a apicultura se tornasse um dos seus passatempos, passatempo esse que acabou por vir a transformar-se na sua ocupação profissional.
 
“Antes de vir a Portugal, vivi um tempo na República Dominicana e foi aí que comecei a ser apicultor profissional, em 2003. Fiz desse passatempo a minha profissão”, recordou Hafner, que detém um mestrado em apicultura tirado na Escola Agrária de Warth, na Áustria.
 
Embora tenha ainda poucos anos como apicultor profissional, este austríaco tem já muitas histórias a rechear a sua carreira. Uma das que recorda com maior alegria passou-se na República Dominicana, quando foi, certa noite, entregar umas colmeias que tinha vendido, acompanhado de amigos. 
 
“Era um grupo de jovens, que parava em cada esquina a beber cervejas, até que chegámos ao final e já todo mundo estava muito feliz”, relembrou, assegurando, porém, que as colmeias chegaram intactas ao destino.

Apicultor dá aulas sobre a profissão em Portugal
 

Hoje em dia, o apicultor retira das colmeias o mel e diversos produtos que comercializa, mas dedica também grande parte do tempo a ensinar outros com a mesma paixão. Depois de ministrar o seu primeiro curso na primavera de 2011, no Jardim Botânico de Coimbra, onde tem um apiário pedagógico, nunca mais parou.
 
“Nesse curso, tinha dez alunos. No ano passado, de repente, tinha cem alunos entre Porto, Paredes e Coimbra e este ano tenho feito algumas viagens até Sintra e estou a dar dois cursos aqui em Mangualde”, partilhou.
 
Durante os cursos, Harald Hafner trata questões como o comportamento e a vida das abelhas, bem como as técnicas para a sua manutenção, apostando numa abordagem “mais natural, mais biológica” às colmeias e às suas 'habitantes'. 
 
Satisfeito com o facto de existirem, em Portugal, cada vez mais apicultores a optar por uma produção biológica, o austríaco lamenta, porém, que haja “pouco apoio em termos de formações”. “Há muitos apicultores que estão um pouco sozinhos perante os desafios que temos de enfrentar hoje em dia na apicultura”, alertou.

Notícia sugerida por Vítor Fernandes

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