Ciência

Alzheimer: Investigadora lusa ganha prémio europeu

A investigadora portuguesa Rita Guerreiro vai ser distinguida, esta segunda-feira, em Paris, França, com o Prémio Europeu Jovem Investigador - SCOR 2014 graças ao desenvolvimento de um trabalho relacionado com a doença de Alzheimer.
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A investigadora portuguesa Rita Guerreiro vai ser distinguida, esta segunda-feira, em Paris,  França, com o Prémio Europeu Jovem Investigador – SCOR 2014 graças ao desenvolvimento de um trabalho que se debruça sobre as mutações no gene TREM2 como fator de risco do Alzheimer e de outras demências frontotemporais.
 
O galardão, no valor de 10.000 euros, é atribuído, anualmente, pela “Fondation pour la Recherche sur Alzheimer” (Fundação para a Investigação do Alzheimer”, em português) e tem como objetivo “apoiar e encorajar jovens investigadores cujos projetos de investigação são promissores”.
 
Rita Guerreiro, de 34 anos, trabalha, atualmente, na companhia do marido, José Miguel Brás, no seu próprio laboratório, inserido no Departamento de Neurociência Molecular da University College London, em Inglaterra.
 
A investigadora foi selecionada pelo comité científico da fundação francesa “pelo seu trabalho, que salienta o papel das mutações do gene TREM2 em determinadas demências frontotemporais e enquanto fator de risco para a doença de Alzheimer”, justifica a fundação.
 
“Para este estudo, utilizei técnicas recentemente desenvolvidas no campo da genética que permitem ler todas as sequências de ADN de uma proteína”, explica a investigadora no site da associação.
 
“Recorri a esta abordagem para identificar mutações do gene TREM2 em casos de demência frontotemporal, mas também noutras demências, o que me permitiu provar que quando este gene está comprometido ou modificado há um risco aumentado de desenvolvimento de Alzheimer”, acrescenta Rita Guerreiro. 
 
Segundo a investigadora, a equipa está agora a tentar “ampliar o método utilizado neste estudo para avaliar outros tipos de demências raras com o propósito de identificar novos potenciais fatores genéticos” para este tipo de doença.

Prémio é uma motivação para continuar
 

No blogue oficial do Laboratório Guerreiro-Bras, Rita Guerreiro deixou uma mensagem de agradecimento pelo prémio. “É uma grande honra receber este galardão, que representa o reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido na última década por parte da comunidade científica internacional”, escreveu.
 
“Embora se trate de um prémio individual, reflete o trabalho e o esforço de um grande grupo de colegas, estudantes e colaboradores. Quero agradecer a todos eles, ao meu marido por trabalhar comigo, diariamente, para desvendar novas causas genéticas para doenças neurológicas, e aos grandes mentores que tive a sorte de ter na minha vida”, disse ainda.
 
De acordo com a portuguesa, cuja investigação tem sido apoiada, nos últimos três anos, pela associação britânica Alzheimer's Research UK, este prémio “é uma motivação para continuar a trabalhar” e para a equipa continuar a fazer a sua parte “na busca de uma cura para a doença de Alzheimer e outros distúrbios neurológicos”.

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