Ambiente

Águas balneares lusas têm qualidade acima da média

A qualidade das águas balneares portuguesas está, mais uma vez, acima da média europeia. De acordo com o mais recente relatório anual divulgado, Portugal apresenta valores de qualidade que superam a média da UE, situada nos 78%.
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A qualidade das águas balneares portuguesas está, mais uma vez, acima da média europeia. De acordo com o mais recente relatório anual divulgado pela Agência Europeia do Ambiente (EEA), Portugal apresenta valores de qualidade que superam a média da União Europeia (UE), cuja percentagem de zonas balneares consideradas “excelentes” se situa nos 78%.

Segundo o relatório dado a conhecer esta terça-feira, Chipre e Luxemburgo são os únicos dois países europeus que se distinguem pelo facto de todas as suas zonas balneares (100%) apresentarem uma excelente qualidade da água. 
 

Com 87% de zonas balneares com qualidade excelente, Portugal surge entre os oito países (excetuando os dois 'líderes' já mencionados) que se situam acima da média europeia. Desta lista fazem ainda parte Malta (97%), Croácia (95%), Grécia (93%), Alemanha (88%), Itália (85%), Finlândia (83%) e Espanha. 

Relatório testemunha uma melhoria geral
 

Em comunicado, os responsáveis da EEA salientam que os números deste ano revelam uma melhoria em relação aos resultados do ano passado, mantendo-se a tendência positiva que se tem feito notar desde que foi iniciado o controlo das águas balneares no âmbito da diretiva “Águas Balneares” em 1990. 
 
Apesar desta melhoria geral, o relatório mostra que ainda há quase 2% de zonas balneares das praias, lagos e rios da Europa que apresentam pouca qualidade. Os países com percentagens mais elevadas de águas balneares não conformes com os requisitos mínimos são a Bélgica (12%), os Países Baixos (7%) e o Reino Unido (6%), sendo que algumas das praias dos países em causa tiveram mesmo de ser fechadas em 2012.
 
“É encorajador constatar que a qualidade das águas balneares europeias continua a melhorar”, afirma Janez Potocnik, Comissário Europeu do Ambiente, que avisa, no entanto, que “ainda há muito a fazer para garantir que todas as nossas águas sejam adequadas para tomar banho ou para beber e que os nossos ecossistemas aquáticos sejam saudáveis”.
 
“A água é um recurso precioso e temos de pôr em prática todas as medidas necessárias para a proteger adequadamente”, considera ainda Potocnik. 
Jacqueline McGlade, diretora executiva da Agência Europeia do Ambiente, aconselha “as pessoas a verificarem a classificação dos locais onde gostam de ir nadar”.

“A Europa dispõe de inúmeros locais onde nos refrescarmos no Verão. O relatório revela que a qualidade das águas balneares é geralmente muito boa, mas existem ainda zonas balneares com problemas de poluição”, alerta. 

Número de praias com bandeira azul subiu em Portugal
 

Todos os anos, a EEA efetua uma compilação com dados sobre as águas balneares recolhidos pelas autoridades locais em mais de 22.000 zonas balneares dos 27 Estados-Membros da União Europeia, da Croácia e da Suécia, e mede os níveis de bactérias provenientes de esgotos e resíduos de exportações pecuárias.
 
Mais de dois terços das zonas balneares analisadas são praias marítimas, sendo que o restante diz respeito a rios e lagos. De realçar que os relatórios anuais são baseados em dados relativos à época balnear precedente, pelo que o relatório deste ano é uma compilação de dados recolhidos no Verão de 2012. 
 
O ano passado, Portugal figurava já entre os países com melhor qualidade das águas balneares a nível europeu. A reforçar esta avaliação de qualidade surge ainda o facto de, em 2013, como o Boas Notícias avançou, o número de praias portuguesas com Bandeira Azul ter subido para 277, mais duas do que em 2012, por determinação da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

Notícia sugerida por António Resende e Ana Sofia Pinto

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