Saúde

UPorto: Futebol no combate à obesidade intantil

Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto quer combater a obesidade infantil com a prática de futebol. A equipa já conseguiu o apoio da UEFA, que aprovou o programa de futebol recreativo para crianças obesas.
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Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto quer combater a obesidade infantil com a prática de futebol. A equipa já conseguiu o apoio da UEFA, que aprovou o programa inovador de futebol recreativo para crianças obesas apresentado pela equipa.
 
Liderado por André Seabra, professor da Faculdade de Desporto (FADEUP) e investigador do Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL) da Universidade do Porto, o projeto visa um grupo de 120 crianças, dos 10 aos 12 anos, especialmente recrutado pela Unidade de Pediatria do Hospital CUF – Porto um pouco por todo o Agrupamento de Escolas de Perafita.

Mais do que uma paixão, o futebol vai ser apresentado como fonte de benefícios para a saúde. A ideia é, entre uns remates e pontapés de bicicleta no relvado, sensibilizar e prevenir os riscos e problemas cardiovasculares e metabólicos consequentes da obesidade infantil. 
 
De acordo com André Seabra, as crianças recrutadas para o programa serão dividas em dois grupos de intervenção. “Um dos grupos vai ser acompanhado ao longo de seis meses e terá um treino intensivo, três vezes por semana, no Padroense FC. Esse treino consiste essencialmente na prática de jogos reduzidos de futebol”, explica o responsável no site da Universidade do Porto. 

Quanto ao outro grupo, “vai estar sediado na escola EB 2, 3 de Perafita e será alvo de um programa de exercício onde predomina a marcha e a corrida.”
Para Alexandre Seabra, “o futebol tem de deixar de ser visto apenas como rendimento, e passar a ser considerado como um “medicamento” capaz de promover a saúde e o bem-estar dos seus praticantes”.

Por isso apresentou o projeto “Soccer as a novel therapeutic approach to pediatric obesity. A randomized controlled trial and its effects on fitness, body composition, cardiometabolic and oxidative markers”, a par de outro 58 projetos no mundo que concorrem a bolsas de apoio financiadas pela UEFA. No final, foi um dos cinco selecionados pelo órgão governante do futebol europeu.

Garantido o apoio, a equipa liderada pelo investigador da FADEUP espera conseguir apoio das instituições nacionais. 

Notícia sugerida por Maria da Luz

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