Ambiente

Portugal e Espanha partilham Parque Natural do Tejo

Decorreu esta quinta-feira, em Lisboa, uma ação de divulgação do Parque Natural Tajo Internacional. Este é um projeto Luso-Espanhol que visa desenvolver estratégias de cooperação territorial que valorizem os recursos naturais, culturais e históricos.
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Foi oficializada, esta quinta-feira, em Diário da República, a criação, entre Portugal e Espanha, do Parque Internacional Tejo Tajo, que será o primeiro parque natural internacional da Europa. Os dois países pretendem apresentar uma candidatura conjunta desta área protegida à Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO.
 
A apresentação oficial do novo Parque Internacional do Tejo Tajo – que engloba as regiões de Cáceres, Beira Interior e Alto Alentejo –  como destino turístico decorreu quinta-feira, no Instituto Cervantes, em Lisboa.
 
No evento, que contou com a presença de diversos responsáveis dos dois países, o presidente da província de Cáceres, Laureano León, explicou que este projeto pretende “contribuir para o desenvolvimento social e económico de ambas as comarcas, assim como delinear estratégias de cooperação territorial que valorizem os recursos naturais, culturais e históricos” da zona.
 
O presidente da província espanhola apelou ainda à união entre Portugal e Espanha para que apresentem uma candidatura conjunta para a declaração de Reserva da Biosfera da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
 
Tal reconhecimento permitiria “uma maior promoção e difusão” daquela área protegida, disse o governante espanhol, afirmando que o processo decorrerá entre a província de Cáceres e os municípios portugueses envolvidos.
                             
O Parque Internacional do Tejo Tajo abrange uma área superior a 50 mil hectares em que o rio Tejo constitui a fronteira entre Portugal e Espanha. A parte espanhola do parque estende-se por 25.000 enquanto a parte portuguesa engloba uma superfície de 26.500 hectares.
 
Em Portugal, o parque localiza-se no distrito de Castelo Branco, englobando os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão. O lado espanhol abrange 11 municípios: Alcántara, Brozas, Carbajo, Cedillo, Herrera de Alcántara, Membrío, Salorino, Herreruela, Santiago de Alcántara, Valencia de Alcántara e Zarza la Mayor.
 
Quercus alerta para proteção das espécies

A vegetação do parque inclui bosques de sobreiros e azinheiras e galerias de salgueiros ao longo do rio. A zona é uma importante área de nidificação de aves, podendo-se observar a águia-de-bonelli, águia-real, abutre-fouveiro e abutre-do-egito. Também abriga populações de cegonhas-pretas, uma espécie rara em Portugal.

Em declarações à Lusa, o dirigente da Quercus, Samuel Infante, afirmou que “faz todo o sentido que haja uma articulação conjunta” sobre o parque internacional mas alertou para o perigo das atividades humanas afetarem espécies em vias de extinção como a cegonha negra.

Do lado espanhol, o orçamento “deve ser cem vezes superior” ao do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas, disse, acrescentando que “há muitos anos que Espanha percebeu que os parques naturais e as áreas protegidas são um factor de desenvolvimento”.

Património artístico e etnográfico

Em comunicado, os responsáveis do projeto luso-espanhol referem ainda que este é um espaço com um valioso património artístico e etnográfico, com abundantes restos megalíticos e exemplos de diversas culturas, como a romana, a visigoda e a judeia.

A ação de promoção do parque, organizada pela Diputación de Cáceres, decorreu no âmbito da VIII edição do Festival Máscara Ibérica de Lisboa, no dia em que foi aprovado o acordo de cooperação entre Portugal e Espanha, relativo à constituição do Parque.

O evento contou com a presença de 30 empresários da zona do Parque Natural Tajo Internacional e dos operadores das principais agências de viagens.

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