Saúde

Portugal cria Roda dos Alimentos Mediterrânica

A Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto acaba de revelar uma nova roda dos alimentos, uma representação gráfica que pretende ser um guia alimentar para promover e valorizar este padrão alimentar junto da população p
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A Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto acaba de revelar uma nova roda dos alimentos, uma representação gráfica que pretende ser um guia alimentar para promover e valorizar este padrão alimentar junto da população portuguesa.
 
A nova Roda dos Alimentos é da responsabilidade das professoras Sara Rodrigues e Bela Franchini que começaram a trabalhar na sua construção em setembro de 2015, envolvendo a colaboração da Direção-Geral de Saúde e da Direção-Geral do Consumidor, bem como a auscultação da opinião de peritos de diferentes áreas e instituições. 
 
“Seguiu-se um longo processo de diálogo com elementos da área de design, no sentido da concretização de uma representação gráfica atrativa e clara da mensagem a transmitir. O Cartaz da Roda da Alimentação Mediterrânica agora apresentado é o culminar de todo este processo!”, explicam as mentoras da iniciativa no site da Faculdade. 
 
As responsáveis optaram pela forma de roda, em vez da pirâmide, que reflete o prato e o convívio mediterrânico à volta da mesa e não de pirâmide.

A representação privilegia os alimentos mediterrânicos mais ligados a Portugal em cada um dos seguintes grupos: óleos e gorduras (como o azeite e a azeitonas); hortícolas (cebola, alho, couve galega, grelos, tomate, pimentos, beldroegas); fruta (maçã, melão, figo, ameixa, laranja, tangerina, nêspera, romã); cereais, tubérculos, frutos amiláceos (como batata doce, castanha, massa e arroz integrais, flocos de aveia, pão de centeio, broa); carne, pescado e ovos (peixe, em especial sardinha, carapau, cavala, atum); laticínios (queijo e iogurte); leguminosas (todas).

 
O cartaz da Roda Mediterrânica deixa ainda duas mensagens relativas a consumos fortemente associados à alimentação portuguesa – os frutos gordos e o vinho – que são salientados em menções adjacentes aos grupos da Roda, apelando a uma maior ingestão de frutos gordos (amêndoa, noz, pinhão) e, no que respeita ao vinho, reforçando o seu consumo moderado e apenas às refeições, destacando a proibição a crianças, grávidas e aleitantes.
 
Por fim, o Plano Alimentar Mediterrânea elaborado pelas duas portuguesas deixa outras recomendações:
 
– Respeito pela sazonalidade e preferência pela proveniência local dos alimentos
 
– Incentivo à incorporação de ervas aromáticas como veículo de maior sabor em detrimento do abuso do sal de adição
 
– Promoção da utilização e transmissão geracional de técnicas culinárias saudáveis tradicionais, como sopas, ensopados e caldeiradas…
 
– Incentivo ao tempo dedicado à confeção dos alimentos e sua inserção no quotidiano através da partilha com família e amigos  
 
– Combate ao sedentarismo pelo incremento ao tempo dedicado a atividades de lazer

Notícia sugerida por Patrícia Guedes

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