Em conferência de imprensa, Eurico Castro Alves, presidente do Infarmed explica que as “centenas de inspeções” levadas a cabo por este organismo concluíram que “não há uma falha significativa de medicamentos”, sendo que, a situação do pais não é preocupante.
Embora as avaliações sejam positivas, o responsável adianta que foi criado um plano de contingência para uma eventual rutura do sistema de abastecimento dos medicamentos.
Sem avançar grandes pormenores, Eurico Castro Alves, assegura que este protocolo de prevenção “contempla todas as fases do circuito, desde o armazenamento à distribuição”.
De recordar que esta investigação levada a cabo pelo Infarmed vem na sequência da denúncia pública da indústria farmacêutica, feita no último mês, de que os medicamentos estavam a ser exportados paralelamente conduzindo a uma falha no stock nacional.
Segundo as farmácias, esta falha no abastecimento de medicamentos é culpa dos laboratórios que estão a racionar a venda de remédios a países, como Portugal, onde estes fármacos são baixos.
Entretanto, no início desta semana, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde disponibilizou no seu site um mapa onde os cidadãos podem identificar a indisponibilidade, farmácia a farmácia, de medicamentos cuja acessibilidade é considerada essencial, divulgou na passada sexta-feira a entidade.
Este serviço pretende informar sobre a disponibilidade nas farmácias de Portugal continental das substâncias activas identificadas como essenciais e permite aos consumidores dirigir-se ao estabelecimento indicado para obter o medicamento de que necessitam.