A pesquisa realizada por investigadores da universidade de Wisconsin, do Wisconsin Alzheimer's Institute e do Wisconsin Alzheimer's Disease Research Center envolveu 329 participantes de meia-idade.
Quarenta por cento dos participantes possuía o gene APOe4 (associado à doença) e 74 por cento tinha familiares próximos que sofriam de Alzheimer. Estes dois elementos são fortes indicadores da probabilidade de desenvolver a doença.
Os participantes foram avaliados de acordo com a Escala de Atividade Cognitiva (que mede a participação em atividades como ler livros, visitar museus e fazer jogos como palavras-cruzadas e puzzles) e foram submetidos a vários testes de avaliação nero cognitiva. Os investigadores obtiveram também imagens do cérebro dos participantes através de ressonâncias magnéticas.
Cruzando os dados recolhidos, os investigadores confirmaram que os elementos do grupo que passavam mais tempo envolvidos em jogos de estimulação cognitiva, tinham as zonas do cérebro afetas pela doença de Alzheimer mais reforçadas (por exemplo, o hipocampus) e conseguiam pontuações mais elevadas nos testes que avaliavam a memória e a função executiva.
“A nossa pesquisa sugere que, em certos indivíduos, a participação em atividades de estimulação cognitiva, sobretudo aquelas que envolvem jogos como puzzles ou cartas, podem ser uteis para proteger a estrutura do cérebro que é mais vulnerável ao alzheimer”, afirma a investigadora principal, Stephanie Schultz, em comunicado de imprensa.
Notícia sugerida por António Resende