As três arquitetas frequentaram, durante o Verão, um curso internacional da Open University cujo projeto final consistia em desenhar um abrigo para situações de emergência (como em casos de desastres naturais ou de guerra). Participaram no curso cerca de 30 grupos compostos, no máximo, por sete alunos.
Num comunicado enviado ao Boas Notícias, o grupo de portuguesas explica que a principal prioridade, ao desenharem este projeto batizado de Cross Hands, foi criar um modelo “simples e rápido de construir” que fosse também barato graças ao recurso a “materiais pré-fabricados e reutilizados” (como latas de refrigerantes, terra e palha.
Por outro lado, o projeto aposta na “flexibilidade” para que os abrigos se possam adaptar às diferentes necessidades dos campos de refugiados, em termos de dimensão e disposição. Assim, as casas têm três módulos distintos que podem ser facilmente acrescentados ou suprimidos, conforme o número de pessoas que abriga e a função que desempenha.
Um dos desafios principais que foi lançado às equipas foi criar abrigos com um custo de produção inferior a 1.000 dólares (cerca de 750 euros). Os trabalhos finais foram avaliados por um júri internacional que atribui o primeiro prémio à equipa portuguesa.
Como recompensa, o projeto das portuguesas, intitulado “Cross Hands”, vai ser divulgado numa revista da especialidade nos EUA, sendo que a Open University está negociar com algumas organizações não-governamentais a hipótese de construir os abrigos dos projetos vencedores.
Os trabalhos das equipas que participaram no curso vão estar em exposição, em Dezembro, na seda das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Notícia sugerida por Rui Miranda