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Vida na Antártida

©Dave Allen
Portugueses e Neozelandeses estudam o maior polvo alguma vez capturado
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por redação

A bordo do navio AntarcticDiscovery foi capturado um polvo gigante, no mar de Dumont D’Urville, na Antártida. O animal tem quase 19 kg e 115cm. No navio estava o jovem cientista polar, da Universidade de Coimbra, José Queirós, que realizava recolhas de amostras para a sua tese de mestrado em ecologia.

José Queirós afirma que esta descoberta foi uma surpresa porque “o meu estudo incide em estudar o papel do Bacalhau da Antártida na cadeia alimentar Antártica e perceber o que eles comem. Aparecer num anzol um polvo destas dimensões foi algo que ninguém esperava”.

Por seu lado, José Xavier, coordenador do projeto, evidencia que “esta descoberta, dentro de um projeto internacional que envolveu cientistas de Portugal, Nova Zelândia, Japão e Austrália, é mais uma peça do puzzle para nos ajudar a perceber o que existe na Antártida, uma das áreas marinhas do planeta que se conhece muito pouco. Recolhemos amostras do polvo para compreender melhor a sua biologia, o seu habitat, fisiologia e o que come”.

O polvo gigante foi doado ao Museu Te Papa, em Wellington, na Nova Zelândia.

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