Saúde

UCoimbra produz molécula para deteção de Alzheimer

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) produziu uma molécula única - PiB (composto B de Pittsburgh) ? que possibilita a deteção da doença de Alzheimer antes dos sintomas clínicos se revelarem.
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Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) produziu uma molécula única – PiB (composto B de Pittsburgh) – que possibilita a deteção da doença de Alzheimer antes dos sintomas clínicos se revelarem, permitindo testar os novos medicamentos numa fase precoce da doença e também distinguir esta patologia de outras formas de demência.
 
“É um exame que necessita de uma logística complexa pois, devido ao seu curto tempo de vida, a PiB só pode ser sintetizada (composta) minutos antes da aplicação ao doente. Por esse motivo, quando o paciente dá entrada no ICNAS, a equipa de produção é informada, sendo a molécula sintetizada enquanto os técnicos preparam o doente para a realização do exame”, explicam em comunicado os coordenadores da equipa, Antero Abrunhosa e Francisco Alves.
 
Este produto está já a ser usado no âmbito de um projeto de investigação liderado por Miguel Castelo Branco, do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), envolvendo ainda os Serviços de Medicina Nuclear e Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (João Pedroso Lima e Isabel Santana) e uma colaboração com o Instituto de Medicina Molecular de Lisboa (Alexandre Mendonça).
 
A PiB é um composto altamente sensível, baseado em Carbono-11, um isótopo que é produzido, pela primeira vez em Portugal, e que “tem um tempo de vida útil de apenas 20 minutos, exigindo assim que o exame clínico se realize exclusivamente em unidades que possuam um ciclotrão, como é o caso do ICNAS”, afirma Francisco Alves (responsável pelo ciclotrão e também docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra).
 
Sendo a doença de Alzheimer uma patologia associada ao envelhecimento, cujas causas e tratamento são ainda desconhecidos, este exame médico, “é uma ótima ferramenta para validar tratamentos das doenças neurodegenerativas e abre uma janela para uma nova era da medicina preventiva”.

“A partir de aqui, é possível testar os novos medicamentos numa fase precoce da doença, mesmo antes dos sintomas se manifestarem”, reforça o neurocientista e Diretor do ICNAS, Miguel Castelo Branco.

 
Atualmente, conclui Antero Abrunhosa, que lidera o Laboratório de Radioquímica do ICNAS, “a produção desta molécula e, consequentemente, este tipo de exames médicos, só acontece nos principais centros de investigação do mundo. Permitir que os doentes portugueses tenham acesso a um diagnóstico atempado sobre a principal causa de demência é, sem dúvida, um marco decisivo”.
 

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