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Twitter: Dalai Lama conversa com a China

Durante hora e meia, o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, conversou pela primeira vez com pessoas a viver na China através do site de micro mensagens, Twitter. O Dalai Lama respondeu, este sábado, a cerca de 300 pergun
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[Foto: AFP]

Durante hora e meia, o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, conversou pela primeira vez com pessoas a viver na China através do site de micro mensagens, Twitter. O Dalai Lama respondeu, este sábado, a cerca de 300 perguntas que depois foram encaminhadas para outros sites, noticia a agência AFP.

A sessão do Dalai Lama no Twitter durou 90 minutos e ocorreu num hotel de Nova York, durante uma visita do líder espiritual tibetano aos Estados Unidos. Com a ajuda de um intérprete chinês, o Dalai Lama respondeu a cerca de 300 perguntas feitas por mais de 12.500 pessoas diferentes.

O Dalai Lama fugiu para a Índia quando tropas chinesas reprimiram uma tentativa de rebelião no Tibete, há mais de 50 anos. No Twitter, o líder espiritual dos budistas tibetanos no exílio enviou mensagens de crítica a respeito das políticas do governo chinês no Tibete.

“Em certas zonas do Tibete, a cultura e a língua tibetanas estão em crise por causa do aumento do número de Hans [etnia maioritária da China]”, destacou o Dalai Lama.
As questões foram selecionadas através de uma votação feita no Google Moderator, um aplicativo do Google que permite esse tipo de operações.

O Twitter é bloqueado na China, mas mesmo sem poder utilizar um proxy (programa que máscara o IP de internet) para contornar a censura e se conectar, os internautas chineses puderam acessar ao “chat” com o líder religioso. O Twitter possuiu outros aplicativos e servers alternativos que permitem aos usuários usarem o serviço.

Segundo Xiao Qiang, diretor do China Digital Times, localizado nos Estados Unidos. essa “grande muralha na internet” [censura] estimulou o crescimento do Twitter na China: “essa comunidade tem uma ligação política forte contra a censura.

As inúmeras discussões da comunidade chinesa no Twitter falam sobre “a liberdade na Internet e sobre maneiras de contornar os firewalls”, programas de bloqueio, completou. Cerca de 100 mil chineses, que moram na China, estão no Twitter, estima.

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