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Turismo Social: Doutorada quer mais incentivos ao setor

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Chegou a algumas conclusões, entre as quais que quase 30% das famílias da região centro não fizeram turismo nos últimos quatro anos por questões económicas. É por isso que quer apelar à responsabilidade social das empresas ligadas ao setor.

“A prática de atividades turísticas, apesar de considerada um direito básico de qualquer ser humano, ainda não é acessível a todos os elementos da sociedade”, aponta Joana Lima, que entrevistou 1165 famílias com filhos menores de idade dos concelhos de Aveiro, Covilhã, Fundão e Ílhavo.

Os motivos apontados pelas famílias, que colocam um stop na hora da aquisição de produtos turísticos, refere a autora, estão diretamente ligados aos “constrangimentos financeiros”.

Apesar de serem inequívocos os benefícios de fazer turismo em família – comoCaptura de ecrã 2016-07-22, às 10.36.45 a promoção do bem-estar individual e o reforço dos laços familiares, aumentando a coesão social – nem todos têm acesso ao lazer. Com o estudo de campo, Joana Lima, que foi orientada pelas investigadoras Celeste Eusébio e Celeste Amorim Varum,  chegou à conclusão de que são as famílias economicamente carenciadas as que sentem com mais intensidade os benefícios do turismo.

“É fundamental apostar em programas de turismo social que diminuam as barreiras existentes a essa prática”. No entanto, reconhece que “as limitações orçamentais nacionais atuais indiciam que a orientação de fundos públicos para este domínio poderá não ser viável no curto prazo, apesar de estes períodos de maior austeridade económica, se associarem a um aumento da exclusão social e, consequentemente, a um aumento da necessidade destes programas”. Uma realidade que “torna imperativo encontrar novas fontes de financiamento deste tipo de programas, estimulando a inovação social, por exemplo, apelando à responsabilidade social das empresas da área do turismo e de outros setores para participarem nesta forma de promoção da inovação social no combate à exclusão social”.

“Acreditamos que o turismo em família tem um potencial extraordinário enquanto promotor de benefícios para os indivíduos e para as famílias, particularmente para as economicamente carenciadas com filhos”, afirma Joana Lima. “Acreditamos igualmente que a dinamização de Programas de Turismo Social contribuirá para a democratização da atividade turística e proporcionará retorno para a sociedade sob a forma de aumento da coesão social e valorização da função da família”.

Joana Lima alerta para um turismo mais inclusivo: “a integração de programas de turismo direcionados para os grupos sociais desfavorecidos em políticas sociais é uma medida que, apesar de já despertar o interesse de várias entidades, ainda não tem merecido reconhecimento e investimento generalizado e efetivo”.

// www.ua.pt   

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