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Sim! Vai conseguir controlar-se!

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Costuma ceder a impulsos? Perturbações específicas à-parte, e que devem ser tratadas em contexto psicoterapêutico, os impulsos são algo de difícil controlo para a maior parte de nós. Impulsos para comer o que não se deve, ou mais do que a devida conta, para comprar o que não se precisa ou não se pode, assumir riscos que deveriam ter sido alvo de contenção, dizer o que não conseguimos parar antes de nos chegar às cordas vocais, atitudes de rispidez incontida, de “nãos” e de “sins” que teriam exigido reflexão prévia.

[Por Madalena Lobo, Psicóloga Clínica]

Image and video hosting by TinyPicTudo o que seja uma ação é sujeita a auto-controlo, a bem dos processos de sociabilização e boa convivência, e, simultaneamente, suscetível de passar a barreira de um auto-controlo eficaz.

Neste âmbito, cada um de nós tem as suas dificuldades específicas: por exemplo, uns têm mais dificuldade em controlar alguma agressividade verbal, outros vêem-se impotentes para controlar impulsos de compras ou alimentares.

Mas todos os impulsos que tendem a gerar arrependimentos posteriores e dificuldades várias, relacionais, financeiras ou de saúde, requerem esforços no sentido de os conseguir manter sob controlo, por isso, aqui ficam algumas pequenas estratégias práticas, para que a sua vida flua na corrente de menor resistência:

  • Controlo verbal – o cisne: imagine-se um cisne, com um longo pescoço – o coração sente, mas as palavras precisam ainda de percorrer um longo caminho até poderem ser ditas, o que dá tempo ao cérebro para as pensar. Se a sua impulsividade lhe dá para dizer o que não gostaria de ser dito, habitue-se a visualizar as palavras a fazerem um percurso dentro de si enquanto as vai pensando. Na dúvida quanto aos resultados, mantenha a boca fechada – não é assim tão complicado, só tem de controlar uns poucos de músculos faciais…
  • Decisões – o travesseiro: se dá por si em arrependimentos sucessivos de decisões que toma, utilize a sabedoria popular: o travesseiro é bom conselheiro! Em caso de dúvida, antes de tomar uma decisão, deixe passar uma (ou duas) noites bem dormidas. Sem esforço da sua parte, vai descobrir que as suas ideias resultam muito mais claras depois de dormir sobre o assunto – uma das maravilhas de integração que o nosso cérebro está programado para fazer enquanto dormimos!
  • Agressão – Pato Donald: se a sua impulsividade lhe dá para explosões, daquelas que, posteriormente, exigem vários pedidos de desculpas e auto-flagelações várias (“Que estúpido que eu fui!”; “Porque é que sou sempre assim?”), experimente a estratégia recomendada há muitos anos pelo pato Donald: sustenha a respiração e conte mentalmente até ao número que for preciso até que a bola vermelha de fúria se dissipe. Enfim, talvez tenha que ir respirando a meio ; )
  • Dinheiro – abaixo o plástico: quando os impulsos nos dão para os gastos excessivos, em plenos tempos de arrepio económico, as consequências podem ser desastrosas; no entanto, muitas pessoas cedem ao impulso da compra do que não precisam, por distração ou compensação emocional, já que adquirir algo que nos dá prazer é uma forma de nos consolarmos dos vários desprazeres com que a vida nos brinda. Se isto lhe anda a acontecer, experimente abrir mão da conveniência dos pagamentos em cartão, de débito ou crédito. Encontre o montante semanal ou diário médio ou disponível para gastar e use-o como se não existisse mais nenhuma outra possibilidade. Por incrível que pareça, o dinheiro contado tem uma tangibilidade que nos obriga a uma postura conservadora dos gastos – vê-lo a sair da carteira faz-nos pensar duas vezes sobre a necessidade de o gastar, por oposto a um cartão que passa sempre da mesma maneira distraída numa máquina rápida, seja qual for o montante que nos esteja a sair de uma conta bancária que só vamos ver mais tarde…
  • Lembretes – a importante função do frigorífico e outros objetos: muitos impulsos do dia-a-dia mais não são mais do que hábitos (maus, regra geral, que todos temos uma grande tendência para o disparate…) que se foram solidificando em nós num plano do automatismo, sem qualquer intermediação daquela racionalidade que nos faz dizer “Eu decido não fazer isto”. Tentarmos alterar a situação é de uma enorme simplicidade; excepto que… Bem, excepto que temos de conseguir identificar o sítio onde nasce o impulso, ou seja, temos que conseguir ter consciência que estamos para iniciar o comportamento que não queremos – sem isso, dificilmente conseguiremos alterar o que quer que seja de um processo automático. Por isso, é fundamental manter o estado de alerta e uma das formas eficazes de o fazer é recordarmo-nos do tema com lembretes (post-its, por exemplo) colocados estrategicamente naqueles sítios por onde o nosso olhar passa com frequência: frigorífico, computador, espelho, TV, secretária, etc.

Madalena Lobo é Diretora Geral da Oficina de Psicologia. Para saber mais sobre este projeto visite www.oficinadepsicologia.com ou http://www.facebook.com/oficinadepsicologiaImage and video hosting by TinyPic

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