Ambiente

Quase 200 novas espécies descobertas na Amazónia

Nos últimos quatro anos, investigadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) descobriram 169 novas espécies na amazónia, sendo que 14 são plantas e 155 animais.
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Nos últimos quatro anos, investigadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), no Brasil, descobriram 169 novas espécies na Amazónia, sendo que 14 são plantas e 155 animais. As descobertas foram anunciadas esta semana pelo museu.
 
A maior parte das novas espécies encontrada na maior floresta tropical do mundo derivam do grupo dos aracnídeos, com a descoberta de 112 espécies e 7 géneros, seguido de 12 espécies de peixes, 10 aves, 10 anfíbios, seis répteis, quatro dípteros (mosquitos e moscas) e um mamífero. Na flora, entram na contagem 14 novas plantas.

Em comunicado de imprensa, os investigadores do MPEG afirmam que o primata Mico rondoni (foto abaixo) merece destaque entre as novas descobertas por ter sido o primeiro mamífero da Amazónia cuja descrição envolveu um trabalho interdisciplinar em morfologia externa e do crânio, biologia molecular, ecologia e comportamento. 
 

Durante muito tempo, este macaco, endémico da Rondónia, foi confundido com o Mico emiliae, natural no Pará. Segundo o especialista do museu em mastozoologia, José de Sousa e Silva Jr., faltavam amostras nas coleções para que se desse início a uma análise mais detalhada.

Contudo, a equipa do MPEG consegui reunir dados suficientes para catalogar a nova espécie. Os investigadores alertam, no entanto, que a nova espécie está ameaçada pela intensa desflorestação da região.

Entre batráquios, o destaque vai para o Allobates grissimilis (na foto grande), uma espécie de sapo que mede apenas 16 milímetros de comprimento. A espécie foi encontrada num afluente da margem direita do rio Madeira, no estado do Amazonas.
 

Segundo país com mais aves do mundo

Ainda na Rondónia foram descobertas recentemente novas espécies de aves, como a Hylophylax naevius, popularmente conhecida como guarda-floresta. Esta nova ave ainda não foi descrita, o que indica que muitas espécies ainda estão por surgir.

Segundo a equipa do MPEG, as pesquisas com análises genéticas aliadas a outras especialidades podem auxiliar a detetar espécies que, à primeira vista, parecem ser a mesma. Recentemente, foi encontrada a nova espécie torom-de-alta-floresta (Hylopezus whittakeri), “escondida” entre as populações de torom-carijó (Hylopezus macularius) depois de investigarem diferenciações na genética, na morfologia e no canto. 

Com as análises genéticas, o número de aves conhecidas no Brasil deve duplicar até 2050. O país já é o segundo com a maior diversidade de aves conhecidas registando 1.840 espécies diferentes.  

Mais de 100 novas espécies de aranhas 

Alexandre Bragio Bonaldo, zoólogo do MPEG, explica que a equipa acabou por conseguir registar um elevado número de novos aracnídeos grças à participação do Museu, desde 2007, no Planetary Biodiversity Inventory (PBI). 

Este projeto funciona em rede e dedica-se ao estudo das aranhas envolvendo 20 instituições de todo mundo, permitindo que os especialistas descrevam as espécies numa plataforma online. 

Veja AQUI as fotos de algumas das espécies registadas pelo museu.

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