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Primeiro gin ‘Tinto’ do mundo nasceu no Minho

À primeira vista pode ser confundido com vinho tinto, graças à cor rubra que apresenta. Com frutos e bagas colhidos das margens do rio Minho, o primeiro gin Tinto do mundo acaba de nascer e não para de conquistar clientes dentro e fora de Portugal.
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À primeira vista pode ser confundido com vinho tinto, graças à cor rubra que apresenta. Com frutos e bagas colhidos das margens do rio Minho, o primeiro gin Tinto do mundo acaba de nascer e não para de conquistar clientes dentro e fora de Portugal.

por Patrícia Maia
 

Nestes últimos dias, a empresa de João Guterres, que produz e distribui o Tinto, o primeiro gin vermelho do mundo, não tem mãos a medir. “Chegam encomendas de todo o lado: Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Espanha”, conta o produtor de Valença ao Boas Notícias.

Aliás, bastará uma breve pesquisa no Google para perceber que até a imprensa chinesa já noticiou a chegada do Tinto ao mercado. “É uma loucura, tivemos de contratar mais quatro pessoas para nos ajudar e já estou a racionar as encomendas porque, para este ano, só conseguimos produzir mais 20 mil litros”, explica.

Aos 63 anos, João Guterres apresenta-se como um “colecionador de aromas e sabores”. É minhoto mas também se considera um bocadinho galego (em sua casa é o único português) recordando um famoso 'dizer' local: “A Galiza e o Minho são dois namorados que o rio tem separados”. 
 

João Guterres, que também é o presidente da Confraria da Lampreia do Rio Minho, conhece as duas margens daquele rio – tanto a espanhola como a portuguesa – como a palma da sua mão. Aí colheu os 14 frutos e bagos que dão sabor a este gin 'premium' destilado de trigo e cevada: a nevêda, a folha de salgueiro, a flor de sabugueiro, as papoilas e as amoras silvestres, entre outros. 


Gin dá nova vida a fruto endémico da região

Mas o verdadeiro segredo do gin Tinto está num fruto endémico de uma freguesia de Valença, Fontoura, e que João acarinha há vários anos. “Há registos do escramoeiro, semelhante a uma pequena pêra, desde o século XIX, era um fruto amargo que as pessoas usavam para dividir as propriedades”, conta o produtor ao Boas Notícias.
 

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Legenda: Pericos preservados por João Guterres – este fruto endémico de Fontoura vai ganhar nova vida graças ao gin Tinto 

“Entretanto, alguém, não se sabe quem, fez um excerto de uma certa variedade de pêra numa árvore de escramoeiro e surgiu esta variante do fruto a que chamamos 'perico' que ainda conserva o sabor um pouco amargo mas que se tornou mais doce”, revela. 

Graças à pesquisa de João Guterres e à aposta neste fruto, o perico ganhou um novo protagonismo e em breve uma nova vida. “O presidente da câmara ligou hoje a dizer que quer ajudar a fazer plantações desta árvore”, revela, satisfeito. “É muito importante que isso aconteça, este fruto é património da nossa terra”, acrescenta. João Guterres vai também plantar cinco hectares de zimbro para assegurar a produção do novo gin. 

Entretanto, as primeiras cinco mil garrafas já foram distribuídas, com o preço recomendado de 29,80 euros. ?Desta primeira remessa de gin, falta apenas engarrafar 1.600 unidades que vão ser colocadas em garrafas especiais de litro e meio com a forma de um perico?, conta João Guterres. 

Em breve chega novo gin com 43 ingredientes lusófonos

O produtor afirma que a reação dos consumidores tem sido surpreendente: “É uma bebida muito jovem que agrada tanto a quem gosta de gin como a quem não gosta”. João Guterres avisa mesmo que este gin, com 40 graus de álcool, é uma boa opção para consumir durante a refeição, como já acontece com outros gins. O produtor dá o exemplo da Tasca Moderna, em Lisboa, onde os pratos são acompanhados por esta bebida destilada.
 
Mas não é só o gin Tinto que é jovem. Aos 63 anos, João Guterres preserva a juventude na curiosidade e no entusiasmo perante tudo o que diz respeito a aromas e sabores. 

Aliás, até ao fim do ano a sua empresa pretende apresentar um novo gin, o ALMA, feito com 43 ingredientes de todos os países de língua portuguesa. “De Macau tem as bagas goji, de Timor veio o café”, exemplifica. “Será um gin com o sabor da lusofonia”, remata.

Clique AQUI para visitar o Facebook do Tinto.

Notícia sugerida por André Luís e Maria da Luz

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