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Primeira mulher com útero transplantado vai ser mãe

A primeira mulher do mundo a receber um útero de uma dadora está grávida de duas semanas. Derya Sert, natural da Turquia, engravidou depois de um processo bem-sucedido de fecundação in vitro.
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A primeira mulher do mundo a receber um útero de uma dadora está grávida de duas semanas. Derya Sert, natural da Turquia, engravidou depois de um processo bem-sucedido de fecundação in vitro. De acordo com os médicos, o atual quadro clínico da futura mãe inspira otimismo.
 
Derya Sert, de 22 anos, tem sido considerada pelos especialistas um “milagre médico”, depois de se ter tornado a primeira mulher de sempre a beneficiar, com sucesso, de um transplante de útero de uma dadora morta em Agosto de 2011, procedimento que teve lugar no Hospital Universitário de Akdeniz, no seu país natal.
 
A jovem nasceu sem útero, como uma em cada 5.000 mulheres a nível mundial, e foi a segunda paciente em todo o mundo a ser alvo de um destes transplantes – o primeiro realizou-se na Arábia Saudita em 2000, a partir de uma dadora viva, mas falhou após 99 dias devido à formação de múltiplos coágulos, que obrigaram à remoção do órgão.
 
Depois do transplante, Sert começou a ter menstruação, o que fez com que os médicos acreditassem que o útero se encontrava a funcionar na perfeição. Decorridos 18 meses sobre a cirurgia, a equipa decidiu implantar os embriões fecundados in vitro a partir dos óvulos da jovem e dos espermatozóides do seu marido. 
 
Através de um comunicado emitido esta semana e citado pela AFP, Mustafa Unal, o médico da jovem anunciou a gravidez – de cerca de duas semanas – e garantiu que “atualmente, [Derya Sert] está de boa saúde”.
 
A notícia da gravidez desta jovem devolve a esperança a milhares de outras mulheres impossibilitadas de terem filhos por não poderem carregá-los no útero. 
 
No entanto, os especialistas alertam que uma gravidez deste tipo acarreta riscos para a paciente e para o bebé, entre os quais possíveis problemas devido ao uso de imunossupressores (que previnem a rejeição do novo útero pelo organismo) ou perigo de nascimento prematuro. 
 
Se tudo correr como esperado, o bebé deverá nascer através de cesariana e, nos meses após o parto, o útero será removido para evitar eventuais complicações ou hipóteses de rejeição do órgão por parte da jovem.

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