Sociedade

Portugueses duplicam apoio às crianças carenciadas

Os portugueses contribuíram com mais de 35 mil euros para a compra de material escolar para crianças de instituições particulares de solidariedade - quase o dobro do valor alcançado em 2011 no âmbito da iniciativa Banco Escolar.
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Os portugueses contribuíram com mais de 35 mil euros para a compra de material escolar para crianças de instituições particulares de solidariedade – quase o dobro do valor alcançado em 2011 no âmbito da iniciativa Banco Escolar, promovida pela associação Entrajuda.
 
O Banco Escolar, que resulta de uma parceria com a Staples, assenta na doação de material escolar às crianças que mais precisam, contribuindo para a prevenção de casos de insucesso escolar e abandono. Este ano, o valor angariado voltou a revelar que os portugueses têm alma solidária e vai permitir beneficiar mais de 2.700 crianças.
 
“A campanha do Banco Escolar foi um êxito muito grande e é surpreendente a adesão que os portugueses tiveram a este desafio”, afirmou Isabel Jonet, presidente da Entrajuda, empresa gestora do Banco Alimentar Contra a Fome e do Banco de Bens Doados, em declarações à agência Lusa.
 
“Os portugueses que foram comprar material escolar para os seus filhos foram solidários, porque percebem que só cortando ciclos de pobreza é que se pode, de alguma forma, lutar contra essa situação que atinge muitas famílias no nosso país”, considerou a responsável.

População portuguesa é muito sensível à educação
 

De acordo com Isabel Jonet, o sucesso da iniciativa deve-se a uma “grande sensibilidade” da população nacional para o tema da educação e, sobretudo, “a uma manifesta preocuapção com o combate à pobreza naquilo que pode desestruturar”.
 
“O facto de se dar mais condições para crianças de família carenciadas estudarem permite que possam ter um futuro diferente daquele que, porventura, as suas famílias tiveram”, acrescentou.
 
A presidente da Entrajuda alertou ainda para o agravamento, nos últimos anos, das situações de pobreza, mas sublinhou a existência de uma “enorme solidariedade e um conjunto muito grande de iniciativas, que muitas vezes são informais, que têm vindo a atenuar a situação de muitas famílias”.

“Eu penso que se recuperou muito a solidariedade familiar”, mas também “há muita solidariedae informal, que nasceu de forma espontânea na sociedade portuguesa”, concluiu.
 
A Entrajuda é uma instituição particular de solidariedade social, que visa apoiar outras instituições ao nível da organização e gestão, com o objetivo de melhorar o seu desempenho e eficiência em benefício de pessoas carenciadas.

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