Ciência

Portuguesa vence prémio de melhor tese de doutoramento

Ana Sofia Silva, aluna do MIT Portugal, foi distinguida com o prémio de Melhor Tese de Doutoramento pela sua investigação que desenvolve uma nova terapia para o cancro de pulmão. O prémio foi entregue durante o 16.º Encontro Europeu de Supercritical
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Ana Sofia Silva, aluna do MIT Portugal, foi distinguida com o prémio de Melhor Tese de Doutoramento pela sua investigação que desenvolve uma nova terapia para o cancro de pulmão. O prémio foi entregue durante o 16.º Encontro Europeu de Supercritical Fluids, em Essen, Alemanha, no dia 11 de Maio. 
 
Este prémio é atribuído a cada dois anos pela Sociedade Internacional para o Estudo de Fluidos Super-críticos – fluidos que acima de determinada temperatura e pressão sofrem alterações por exemplo ao nível da densidade.
 
A tese de Ana Sofia Silva propõe uma nova abordagem terapêutica para o cancro do pulmão, a principal causa de morte por cancro em homens e mulheres em todo o mundo. Apesar dos avanços tecnológicos e clínicos, a maioria dos pacientes são diagnosticados tarde demais quando já registam metástases da doença. Na verdade, 86% dos pacientes com cancro de pulmão morrem dois anos após diagnostico.
 
Ana Sofia Silva explica que os resultados apresentados na sua tese "revelam as vantagens extraordinárias da nanotecnologia combinando, biologia molecular, ciência de polímeros, engenharia química e tecnologias de fluídos super-críticos, para desenvolver tratamentos do cancro de pulmão mais robustos e confiáveis”.

Um spray terapêutico para inalar
 
A investigadora portuguesa embebeu micro-partículas respiráveis com elementos terapêuticos que, quando inspiradas pelos pacientes, vão diretamente para os pulmões.

A fim de minimizar os custos, o impacto ambiental, e a eventual toxicidade, as partículas para inalação pulmonar foram produzidas utilizando metodologias sustentáveis "com o fluído super-crítico de pulverização seca (SASD), que usa dióxido de carbono em estado super-crítico (scCO2), uma tecnologia que é explorada no laboratório da professora Ana Aguiar Ricardo [FCT/Nova]”, explica Ana Sofia Silva num comunicado de imprensa do MIT.


Depois da investigação preliminar, realizada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova, Ana Sofia Silva passou cinco meses no laboratório de investigação do cancro do MIT, nos EUA, desenvolvendo uma técnica que combina a nova terapia com spray seco com uma terapia genética. Ao SASD original, a investigadora adicionou elementos de ácido ribonucleico que destroem os genes oncológicos. 
 
Este novo spray seco desenvolvido por Ana Sofia Silva foi testado com sucesso em ratinhos. “Os bons resultados são verdadeiramente emocionantes e fornecem uma estratégia com potencial para abrir novas perspetivas para a terapia genética do carcinoma de pulmão”, diz o MIT no comunicado de imprensa.

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