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Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo

Apesar de todas as melhorias, o número de países atingidos por um número recorde de mortes por terrorismo disparou para um pico histórico de 23, incluindo a Dinamarca, a Suécia, a França e a Turquia
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por redação

O mundo tornou-se num lugar mais pacífico em 2017, de acordo com dados divulgados hoje no Global Peace Index (GPI). Desde o ano passado 93 países registaram altos níveis de paz enquanto 68 pioraram, ainda assim resultando numa melhoria da paz mundial. A melhoria foi impulsionada sobretudo por níveis mais baixos de terror patrocinado pelo estado – execuções extrajudiciais e tortura – e a retirada prévia de forças militares do Afeganistão.

O relatório também analisa a subida de populismo através das lentes da Paz Positiva – uma medida de atitudes, estruturas e instituições que mantém a paz. O rápido aumento de apoio aos partidos populistas na última década aproxima-se mais ou menos com declínio na Paz Positiva, com alguns dos maiores decréscimos registados em Itália, França e Espanha.

Apesar do número global de mortes do terrorismo ter decrescido 10% entre 2014 e 2015, o número de países que testemunham historicamente altos níveis de terrorismo atingem o patamar mais elevado de sempre no relatório deste ano totalizando 23, incluindo Dinamarca, Suécia, França e Turquia. A Europa foi severamente atingida, com graves ataques em França o que levou o país a cair cinco lugares na classificação geral para 51º. O impacto de outros ataques, tais como em Bruxelas e Londres, foram também evidentes, apesar do mais recente ataque em Manchester ainda não estar refletido nos valores. No geral, o aumento mais significativo em mortes de terrorismo verificou-se em países da OCDE, que em conjunto sentiram um aumento de 900% entre 2007 e 2016.

A subida notável de Portugal para terceiro na classificação geral foi determinada por uma recuperação gradual da sua crise financeira, resultando numa estabilidade interna geral para o país que foi classificado em 16º há menos de cinco anos.
Steve Killelea, Fundador e Presidente Executivo da IEP (Institute for Economics and Peace), comentou que “apesar deste ano estar a ser animador, o mundo ainda se encontra à mercê do conflito no Médio Oriente, da instabilidade política nos Estados Unidos, dos fluxos de refugiados e do terrorismo na Europa. Quando combinados com o aumento do nível de desigualdade de paz, em que os países menos pacíficos estão a afastar-se dos mais pacíficos, o cenário final é aquele em que inúmeras melhorias na paz não são garantidas.”

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