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Pepper: Robôs de companhia

De acordo com o Future Today Institute, consultora estratégica fundada por Amy Webb e que prevê o futuro das tecnologias, ajudando líderes e organizações a posicionarem-se em novos caminhos, os “robôs companheiros” são uma das grandes tendências que deve ser acompanhada ao longo de 2017.
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A verdade é que, após muitos anos de pesquisa e desenvolvimento dentro de laboratórios, começamos a ver a primeira geração de “robôs amigos” a emergir. Face às rápidas mudanças demográficas, países como Japão, Itália e Alemanha, estão a envelhecer. No Japão, uma em cada quatro pessoas tem agora sessenta e cinco anos ou mais, pondo em causa o número de pessoas necessário para cuidar, não só dos mais velhos, como das crianças.

Porém, a ciência e a tecnologia estão a trabalhar para superar esse défice, construindo robôs que nos poderão ajudar em tudo – a cuidar de idosos, na assistência médica, no acompanhamento quotidiano e, claro, no mundo dos negócios e das indústrias.

No final de 2015 a empresa japonesa Softbank lançou no mercado o Pepper, tendo vendido em menos de um minuto mil unidades deste robô.

Pepper é o primeiro robô humanoide capaz de compreender e reagir às emoções humanas. Bondoso, afetuoso e surpreendente, este autómato de figuras humanas está equipado com uma interface de alto nível para se comunicar com os que estão em seu redor, sendo um verdadeiro companheiro do dia a dia, cuja qualidade número um é a sua capacidade de perceber as emoções e adaptar seu comportamento ao humor do seu interlocutor.

A partir do seu tom de voz, da expressão do seu rosto, dos seus gestos e das palavras que usar para se dirigir ao Pepper, ele, progressivamente, vai detetar o seu estado de humor e adaptar as suas ações em relação a ele. Com uma “personalidade própria”, este robô quer comunicar consigo, expressando as suas emoções através da cor dos seus olhos, dos seus gestos e palavras.

O utilizador não precisa de um teclado, rato ou ecrã para interagir com o Pepper, ele comunica da mesma forma – simples e intuitiva – com o ser humano a partir dos múltiplos sensores que o ajudam a compreender o mundo à sua volta. Move-se, evita obstáculos, deteta sons e é capaz de o seguir! Equipado com uma bateria de iões de lítio de alta capacidade, tem aproximadamente 12 horas de autonomia, recarregando-se de forma independente.

Esta criatura artificial tem ainda a capacidade de aprender, evoluindo a cada dia que contacta consigo. O Pepper vai aprendendo nomes, rostos e estados de espírito, assim como progride graças a uma biblioteca de aplicativos que inclui novos comportamentos, atividades e conteúdos para informar, entreter ou surpreender.

O utilizador poderá ver neste robô um amigo leal, um novo membro da família, um cúmplice amável, mas também um assistente comercial e empresarial.

Na atualidade, não só os lares japoneses adotaram o Pepper, como mais de 140 lojas da SoftBank Mobile, no Japão, e vários espaços comerciais da Nescafe, estão a usá-lo. O Pepper ajuda a acolher, informar sobre produtos e serviços, divertir os seus clientes e até mesmo a coletar dados. Ao redefinir uma nova experiência para o cliente.

Na Europa, desde maio do ano passado, que qualquer empresa interessada na construção de projetos-piloto com o Pepper, o poderá adquirir, a partir de 19 900 euros, através de vários parceiros (Accenture Interactive, Amadeus, Emotion Robotics, Conserto, Everis, Fullsix, IBM Watson, entre outros).

Importa ainda ressalvar que, segundo o Future Today Institute, se estiver interessado no futuro da robótica, em vez de olhar para o que é feito em Silicon Valley, é mais prudente voltar-se para as universidades e laboratórios de I&D no Japão, onde a pesquisa extensiva sobre a próxima geração de robôs de companhia já está em franco desenvolvimento.

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