Ciência

Observatório: 110 estrelas cadentes por hora

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Este fim-de-semana, vale a pena por os olhos no céu noturno. Estamos no pico da “chuva de estrelas” Perseidas, um fenómeno anual no qual é possível observar até 110 meteoros por hora. As “estrelas cadentes” são, na realidade, meteoros e, no caso das Perseidas, têm origem na passagem da Terra por detritos deixados para trás pelo cometa Swift-Tuttle.

por João Retrê, Astrofísico

As chuvas de meteoros ou, como são mais conhecidas, “chuvas de estrelas”, ocorrem todos os anos quando, na sua órbita em torno do Sol, a Terra cruza enxames de meteoroides. Nestas datas é possível, em condições propícias, observar dezenas de meteoros por hora que aparentam ter origem num ponto específico do céu – o radiante.

Leia também: OAL: Estrelas cadentes, asteróides e meteoritos

Desde o dia 17 de Julho que a Terra encontra-se a atravessar uma zona da sua órbita repleta de detritos deixados para trás pelo cometa Swift-Tuttle. A nuvem de metoroides deste cometa dá origem a uma das chuvas de meteoros anuais cujo radiante aparenta ter origem na constelação de Perseus – as Perseidas.

O Swift-Tuttle possui um diâmetro estimado em cerca de 26 quilómetros e tem um período orbital de aproximadamente 133 anos. A última vez que este cometa passou no seu periélio (o ponto da sua órbita mais próximo do Sol) foi em 1992, e a próxima passagem será apenas em 2126.

As Perseidas são das chuvas de meteoros em que é possível observar mais meteoros. No seu pico, ou seja, na altura em que a Terra passa pela zona mais densa da nuvem de meteoroides do Swift-Tuttle,  a frequência de meteoros registados pode chegar aos 110 por hora.

É na noite de 11 para 12 de Agosto que este pico é observável, mas ainda será possível observar este fenómeno com intensidade nos dias próximos a esta data, ou seja, este fim-de-semana.

Duas estrelas cadentes por minuto

Para observar as Perseidas, assim como qualquer outra chuva de meteoros, é necessário ter-se em conta alguns fatores. Seguem três conselhos para maximizar o número de meteoros que o leitor poderá observar:

–    Escolher um local afastado dos grandes centros urbanos, onde poderá ter acesso a um céu escuro. A poluição luminosa das cidades faz com que o céu seja mais brilhante que a maior parte dos rastos luminosos, reduzindo bastante o número de meteoros que pode observar.
–    Escolher um local onde possa observar um vasto horizonte, tendo assim acesso a uma grande área do céu.
–    Esta é uma tarefa que requer alguma paciência, pois 110 meteoros por hora pode significar em média cerca de 2 meteoros, ou estrelas cadentes, por minuto! Por isso, o ideal é estar confortavelmente sentado ou deitado para não perder nenhuma estrela cadente.

Independentemente da sua localização, poderá sempre tentar assistir a este espetáculo de luzes no céu. Se não conseguir observar muitos meteoros, não desanime, pois terá desfrutado de uma noite de verão ao relento a contemplar o cosmos.
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O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) tem uma forte componente de divulgação científica na área das ciências do espaço, com um vasto leque de atividades dirigidas tanto às escolas como ao público em geral, centradas essencialmente no Observatório Astronómico de Lisboa e no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva. O IA integra ainda a rede de parceiros oficiais de divulgação do ESO, uma parceria exclusiva de instituições que colaboram regularmente com o ESO, em eventos e em projetos de divulgação ou educação informal.
 

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