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O meu “grande amigo” Bauer

Aviso: Por motivos profissionais, a nossa madrinha Tânia Ribas de Oliveira vai ter de suspender a sua crónica quinzenal no Boas Notícias. As crónicas já publicadas vão continuar disponíveis através da pesquisa do port

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Aviso: Por motivos profissionais, a nossa madrinha Tânia Ribas de Oliveira vai ter de suspender a sua crónica quinzenal no Boas Notícias. As crónicas já publicadas vão continuar disponíveis através da pesquisa do portal. Tânia continuará a ser madrinha do Boas Notícias e a dedicar o seu apoio sempre que necessário.

Boas!

Gostava de poder encontrar palavras mais bonitas e elucidativas do que aquelas que vos vou escrever, para vos apresentar o Bauer. Desde já peço desculpa, porque quando se fala de um grande amigo, de um companheiro para todas as horas, de uma criatura linda que vemos crescer, às vezes os adjectivos parecem poucos e os verbos conjugados em pretérito dão logo saudades.

Ora então, vamos lá: o Bauer é o meu golden retriever com dois anos e meio. Chegou cá a casa com seis semanas e cabia-me numa mão. Cheirava a leite e a bébé! Não vou negar que os primeiros três meses foram um terror.. Não que ele estragasse, ou roesse (nunca fez asneiras), mas para uma pessoa como eu, hiper organizada e com a mania das limpezas, ter um cão que não pode ir à rua nos primeiros meses de vida por não ter vacinas… Ui. Péssimas memórias.

Nunca quis ter um cão. Nunca tinha tido nenhum, achava que dava muito trabalho, que ocupava imenso espaço, que exigia tempo e atenção que eu podia não conseguir dar. Fui convencida numa fase mais sensível, mas hoje posso garantir-vos o seguinte: foi a opção mais certa que tomei.

É que ter um cão, pelo menos ter o Bauer, é ter um grande amigo que tem todo o tempo do mundo para nós, mesmo que não tenhamos para ele – e não temos mesmo.
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É ter um sorriso à nossa espera, em jeito de cauda no ar sempre a dar a dar! É saber que ele nos entende, mesmo quando parece que o mundo inteiro fala noutra língua.

É receber o olhar mais doce que se conhece de alguém que não fala com letras, mas que diz universos com o seu silêncio. Ter um Bauer, é ter um herói ao nosso lado. Um herói, mas à antiga! Vaidoso, irrepreensível no seu passo alegre, veloz e galopante como um cavalo na arena.

E sempre com o olhar centrado na sua princesa, sempre. Olha e pergunta tudo com o olhar: se pode atravessar, se consigo andar mais rápido porque quer ir para a rua, se pode comer mais um biscoito por favor que “é só hoje, é só hoje”, se pode dormir no quarto nos dias mais frios de Inverno, se não me importo de lhe fazer umas festas valentes porque ele é lindo e está mesmo a precisar. E agradece. Ouço tantas vezes naquele olhar as palavras “obrigado, ser-te-ei sempre fiel”.

Vi há poucos meses um filme que acabava com o dono a falar do seu cão, que tinha morrido. Dizia qualquer coisa como: um cão não se importa se somos gordos ou magros, altos ou baixos, ricos ou pobres.

Um cão está a sempre à nossa espera, com a sua irrepreensível disponibilidade e com o seu inegável amor grato, esperando apenas que lhe demos o nosso amor, para que ele possa dar-nos o dele.

Com o Bauer tenho uma história de amor perfeita! Recíproca, leal, diária, inquestionável. Vai daqui um abraço especial a todas as pessoas que me lêem e que sabem do que falo.

E tenho de ir andando… estou deitada no sofá com um focinho ao colo, no peito. E o olhar fixo no meu: “Podes parar de teclar e usares essas mãos para me fazeres umas festinhas, por favor?” Sorrio-lhe como sempre, e respondo: “Posso, claro”.

Um sorriso rasgado para todos e boa semana!

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