Negócios e Empreendorismo

Moço de Recados moderno facilita vida dos lisboetas

Para quem passa os dias fechado no escritório é difícil encontrar tempo para tarefas como entregar documentos na Segurança Social ou levar o animal de estimação ao veterinário. Agora pode tornar-se mais fácil: basta pedir ao Moço de Recados.
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Para quem passa os dias fechado no escritório é difícil encontrar tempo para tarefas como entregar documentos na Segurança Social, fazer compras no supermercado ou levar o animal de estimação ao veterinário. Agora, porém, pode tornar-se mais fácil: basta pedir ao Moço de Recados que o faça por si. 
 
por Catarina Ferreira
 
“O objetivo é simplificar a vida das pessoas para que não tenham de se preocupar. Em suma, é ajudar a desenrascar”, explica Luís Campos, este Moço de Recados dos tempos modernos que, na sua vespa amarela, começou, este mês, a percorrer Lisboa fazendo pelos clientes o que a sua disponibilidade não lhes permite.
 
Luís, de 32 anos, licenciado em Ciências da Comunicação na vertente de Publicidade e Marketing, trabalhava desde 2002 como “freelancer” mas a ideia de fazer recados nos tempos livres esteve sempre presente. “Quando não tinha o que fazer havia sempre amigos ou familiares que me pediam para lhes dar uma mão, para fazer este ou aquele favor, ir aqui ou ali tratar de determinado assunto”, conta, em entrevista ao Boas Notícias.
 
Depois de, em Novembro do ano passado, ter ficado desempregado, o conceito que delineara em 2007 começou, porém, a tomar contornos mais sérios. “Ou ia embora do país ou criava o meu próprio negócio”, diz Luís. Decidiu-se pelo empreendedorismo e foi assim que, em Agosto deste ano, se deram os primeiros passos para o nascimento do Moço de Recados. 
 
“Um dia acordei e lembrei-me do nome que poderia dar ao serviço. Comentei com alguns amigos que acharam boa ideia e acabou por ficar. A opção pela vespa também se deve um pouco ao nome 'Moço de Recados', que faz lembrar o tempo em que nas terras mais pequenas os miúdos faziam recados de bicicleta em troca de meia dúzia de escudos”, justifica.
 
Além disso, acrescenta, a sua vespa amarela, de 1976, é também uma parte da identidade do projeto, facilitando, igualmente, o seu trabalho, por ser a melhor forma de andar pela cidade e pelo facto de este ser um conceito urbano. “Tem a vantagem de permitir fugir às filas, de não ter de pagar parquímetro e, portanto, torna as deslocações mais rápidas, o que é importante”, realça.
 
Aproveitando os conhecimentos da sua área, o jovem português estudou preços, desenvolveu o logótipo da empresa e deu maturidade à ideia. “Não se trata apenas de fazer recados. Tenho feito muito trabalho no âmbito da minha formação profissional, nomeadamente a parte da comunicação e da exposição [mediática], que é algo muito importante neste tipo de serviço”, salienta Luís.

“Negócio exige muita confiança”, diz Luís

 
Para este empreendedor, o crescimento do Moço de Recados terá de ser gradual. “É um negócio que exige uma grande relação de confiança. As pessoas não vão, por exemplo, entregar as chaves de casa a um desconhecido de um momento para o outro. Se for fazendo um trabalho os clientes também vão recomendando o serviço a outros e a divulgação em meios de comunicação fiáveis também ajuda”, esclarece.
 
Os recados que faz são variados e, muitas vezes, o limite é basicamente a própria vontade dos clientes. “Costumo dizer que faço tudo, desde que possa ser feito por terceiros e que seja legal”, brinca o jovem+.
 
No seu site oficial, Luís disponibiliza uma lista de tarefas que pode fazer, desde ir a casa regar as plantas durante as férias, levantar encomendas no correio ou ir buscar exames médicos, comprar bilhetes para espetáculos, levar os automóveis à inspeção ou receber canalizadores ou eletricistas. Mas, à medida que o serviço se alarga, novas ideias vão surgindo.
 
“Embora tenha feito uma lista inicial, a verdade é que às vezes surgem outros tipos de trabalhos em que nunca tinha pensado. Ontem, por exemplo, uma senhora ligou-me a perguntar se podia ir a uma loja de telecomunicações trocar-lhe o telemóvel, que estava dentro da garantia, porque só estavam abertos durante o horário de trabalho dela e não tinha como o fazer”, partilha Luís.
 
De Braga chegou-lhe, também, um pedido que não imaginava: o de um cliente que estava a negociar a troca de uma máquina fotográfica por outro equipamento pela Internet com um utilizador lisboeta e queria garantir que não havia enganos, pelo que ligou a Luís para lhe perguntar se poderia encontrar-se com o parceiro de negócio para assegurar que o material estava em bom estado.
 
“É verdade que o senhor não me conhecia de lado nenhum, mas ouviu falar, e aparecer dá credibilidade”, defende o Moço de Recados. Por enquanto, só trabalha na área da Grande Lisboa e de Setúbal, mas já fez recados mais longínquos. “Nesses casos tenho de cobrar a deslocação”, aponta. O preço base para um recado de 30 minutos dentro da capital é de 8€, sendo que a cada 15 minutos adicionais corresponde um acréscimo de 2€.
 
Luís está disponível de segunda a sexta-feira, mas também pode trabalhar aos fins-de-semana e feriados se o serviço for solicitado com antecedência. “É claro que não sou propriamente um estarefa nem estou disponível 24 horas por dia, até porque deixaria de ter vida. O meu propósito é basicamente resolver o que os outros não podem fazer por falta de tempo”, esclarece.

Feedback está a ser muito positivo

 
Em cerca de duas semanas já fez perto de dez recados e tem mais alguns pendentes na agenda. Quanto ao feedback, tem sido muito positivo. “Tenho recebido muitos e-mails com elogios e a ideia está a fazer muito sucesso no Facebook. Para já não se traduz num grande número de recados, mas está a haver evolução, sinto que está a crescer aos poucos”.
 
O jovem estima que “daqui a um ano talvez já possa viver do negócio e dizer que é um trabalho estável”. À medida que o projeto for crescendo, Luís, que, por enquanto, trata sozinho tanto dos recados como da publicidade, admite que poderá precisar de mais colaboradores. Até lá, o que é necessário é “ir fidelizando os clientes”, uma vez que “a recomendação e o passa-palavra vai ser o principal meio para popularizar o serviço”, conclui.

Clique AQUI para aceder ao site oficial do Moço de Recados onde poderá conhecer todos os detalhes do serviço e AQUI para visitar a respetiva página no Facebook. 

[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes]

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